
Irmão de número 2 da Fazenda assume cargo no Ministério da Justiça (Foto: Instagram)
Um advogado recentemente contratado pelo ministro da Justiça está gerando questionamentos ao se descobrir que ele é irmão do atual número 2 do Ministério da Fazenda. Esse profissional já atuou como ex-assessor de Barroso e de Felipe Neto antes de ingressar na equipe do governo federal, o que reforça o debate sobre a influência de relações pessoais nas nomeações em órgãos públicos.
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O histórico desse advogado inclui colaboração direta com Barroso em atividades de consultoria jurídica e, de forma independente, prestações de serviço para Felipe Neto, influenciador digital de grande alcance nas redes sociais. Essas experiências ilustram seu trânsito em diferentes esferas de poder e comunicação, bem como a capacidade de transposição entre funções de assessoramento jurídico e de orientação estratégica junto a figuras públicas.
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O vínculo familiar com o número 2 do Ministério da Fazenda, cargo que corresponde à secretaria-executiva da pasta responsável por apoiar a formulação de políticas econômicas e a articulação entre ministérios, chama atenção para possíveis conflitos de interesse. A proximidade entre os irmãos, um atuando no Ministério da Justiça e outro no segundo escalão do Ministério da Fazenda, levanta dúvidas sobre a independência das decisões administrativas em ambos os órgãos.
No Ministério da Justiça, as contratações costumam seguir processos que buscam justificar qualificações técnicas e experiência prévia, mas o fato de o novo assessor ter laços diretos com o núcleo econômico do Executivo reacende a discussão sobre a transparência em nomeações. A prática de revezamento de profissionais entre instituições públicas e consultorias privadas já foi alvo de debates no meio jurídico e político, especialmente quando há coincidência de interesses.
Historicamente, a definição de critérios objetivos para ocupação de cargos de assessoramento e direção dentro de ministérios tem sido apontada como essencial para prevenir favorecimentos. A nomeação desse advogado, ex-assessor de Barroso e Felipe Neto, traz à tona a necessidade de maior clareza sobre os requisitos exigidos em cada processo seletivo e sobre o acompanhamento das atividades desempenhadas pelos indicados nos primeiros meses de exercício.

