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Cientistas das universidades de Harvard, Michigan e Duke afirmam que alimentos ultraprocessados são projetados para induzir vício e elevar consumo

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Ultraprocessados: a fórmula viciante da indústria alimentícia (Foto: Instagram)

Cientistas das universidades de Harvard, Michigan e Duke divulgaram um estudo que aponta como os alimentos ultraprocessados são intencionalmente desenvolvidos para estimular o vício e aumentar o consumo em massa. Segundo a pesquisa, conduzida por equipes interdisciplinares dessas instituições, combinações específicas de ingredientes atuam diretamente sobre o sistema de recompensa do cérebro, provocando desejo recorrente e dificuldades na moderação alimentar. Os autores destacam que essa característica viciante vai além da simples palatabilidade, configurando um padrão industrial de reforço comportamental.

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Os alimentos ultraprocessados integram a classificação NOVA, que categoriza os produtos com base no grau de processamento. Este grupo inclui refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados, refeições instantâneas, cereais matinais, bebidas energéticas e outros itens que passam por múltiplas etapas de fabricação. Em cada fase, podem ser adicionados aditivos como corantes, aromatizantes, emulsificantes, realçadores de sabor, adoçantes não calóricos e gorduras hidrogenadas, elevando o índice de industrialização muito além do preparo caseiro.

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De acordo com os pesquisadores de Harvard, Michigan e Duke, o ajuste fino de açúcar, sal e gordura visa alcançar um “pico de prazer” que eleva os níveis de dopamina no núcleo accumbens, área cerebral associada ao comportamento compulsivo. Além disso, a textura crocante e a rápida dissolução na boca reforçam sensações de recompensa imediata, gerando ciclos repetitivos de consumo mesmo após a saciedade inicial. Esse padrão se assemelha a efeitos observados em estudos com substâncias classificadas como viciantes.

O consumo permanente de ultraprocessados está relacionado a maior incidência de obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares. Produtos com alta densidade calórica e baixo teor de fibras e micronutrientes tendem a reduzir a sensação de saciedade, fazendo o indivíduo ingerir quantidades cada vez maiores para suprir a mesma necessidade energética. Organizações como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde do Brasil recomendam priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, vegetais folhosos, grãos integrais e proteínas magras.

A pesquisa coordenada por Harvard, Michigan e Duke utilizou métodos combinados de análise laboratorial de perfis nutricionais, exames de neuroimagem funcional e revisões sistemáticas da literatura sobre marketing alimentar. Os resultados revelam que estratégias promocionais – como embalagens atraentes, ofertas de combos e publicidade direcionada nas redes sociais – intensificam o apelo viciante desses produtos, especialmente entre públicos mais vulneráveis, como crianças, adolescentes e pessoas com histórico familiar de distúrbios alimentares.

Diante desse cenário, especialistas recomendam a adoção de políticas públicas restritivas, incluindo limites de oferta em escolas e ambientes de trabalho, taxação de produtos com altos índices de açúcares e gorduras saturadas, além de sistemas de rotulagem frontal que informem ao consumidor o grau de processamento e o potencial viciante. Tais medidas, já discutidas em vários países e em instâncias governamentais brasileiras, visam reduzir a exposição a itens ultraprocessados e fomentar escolhas alimentares mais equilibradas.

Em síntese, o estudo das universidades de Harvard, Michigan e Duke reforça a urgência de conscientizar a população sobre os mecanismos utilizados pela indústria para manter a dependência de ultraprocessados. A recomendação central é fortalecer programas de educação nutricional, incentivar preparos caseiros e a leitura atenta de rótulos, promovendo uma abordagem preventiva na saúde pública e diminuindo o espaço desses alimentos nas dietas diárias.

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