
STF retoma sessões e discute CNJ, Funrural e custas do MP (Foto: Instagram)
Nesta quarta-feira (4/2), a Corte retoma seus trabalhos deliberativos com uma pauta que inclui ações relacionadas ao CNJ, ao Funrural e às custas do Ministério Público. Entre as principais matérias, os julgamentos envolvem a análise de dispositivos legais e precedentes que podem afetar a organização administrativa do sistema judiciário, a contribuição rural e o financiamento das atividades ministeriais. A Corte entra em sessão com a expectativa de emitir decisões que terão repercussão em diferentes ramos do direito público e tributário.
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Na pauta de julgamentos, uma das ações versa sobre a competência do CNJ para disciplinar o funcionamento interno dos tribunais, questionando se suas resoluções possuem efeitos vinculantes e qual seria o real alcance de sua supervisão. Outro processo discute a legalidade da cobrança do Funrural por produtores rurais, avaliando se a incidência de contribuições previdenciárias sobre esse segmento está de acordo com a legislação vigente. Além disso, os ministros devem enfrentar temas relativos às custas do Ministério Público, com foco no valor e na destinação dos recursos recolhidos.
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O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) foi instituído com o objetivo de exercer o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário, bem como preservar a autonomia e garantir a padronização de procedimentos. Desde sua criação, o CNJ tem editado resoluções e provimentos que buscam uniformizar práticas e coibir irregularidades, mas esbarra em debates sobre o limite de sua autoridade diante dos tribunais superiores e regionais.
O Funrural, popularmente conhecido como regime de contribuições rurais, foi criado para arrecadar recursos destinados à seguridade social dos trabalhadores do campo. Ao longo dos anos, esse modelo de tributação passou por diversas reformas e questionamentos judiciais, culminando em ações que questionam a forma de cálculo, os prazos de implementação e a retroatividade de eventuais alterações legislativas.
As custas do Ministério Público referem-se às taxas cobradas para custear as atividades ministeriais, incluindo investigações, denúncias e acompanhamento processual. A definição de valores e critérios para o recolhimento dessas custas envolve discussões sobre a autonomia financeira do órgão e o equilíbrio entre arrecadação e acesso à Justiça, garantindo que não se crie obstáculo indevido ao exercício das funções institucionais.
Com a retomada dos trabalhos nesta quarta-feira (4/2), a Corte deverá reunir-se em sessões plenárias e virtuais para deliberar sobre esses temas. Observadores jurídicos acompanham de perto cada julgamento, uma vez que as decisões podem estabelecer precedentes importantes para o funcionamento dos tribunais, o regime de contribuições rurais e o custeio das atividades do Ministério Público.

