
Suspeitos detidos na 78ª DP com máquinas de cartão clonadas e placa adulterada no RJ (Foto: Instagram)
Dois homens foram detidos no Rio de Janeiro (RJ) após serem flagrados portando máquinas de cartão de crédito clonadas e um veículo com a placa adulterada. A ação policial ocorreu em uma operação de rotina de fiscalização de trânsito, quando as autoridades notaram indícios de irregularidades no equipamento de pagamento e na identificação veicular.
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Durante a abordagem, os agentes perceberam que as máquinas de cartão apresentavam componentes não originais e circuitos adicionais, típicos de dispositivos utilizados para copiar dados de cartões bancários. Ainda na ação, o carro conduzido pelos suspeitos estava com a placa trocada por outra idêntica em modelo e fonte, mas pertencente a um veículo diferente. Essa combinação de tecnologias de fraude visa enganar consumidores e desafiar o sistema de segurança pública.
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As máquinas de cartão adulteradas, conhecidas popularmente como “chupa-cabra” ou skimmers, funcionam por meio de leituras paralelas: enquanto a vítima insere o cartão na fenda aparente, um módulo interno registra as informações da tarja magnética ou do chip. Logo depois, os criminosos extraem esses dados e podem produzir cópias idênticas do cartão original. Em alto risco, o consumidor só percebe o golpe após notar transações não autorizadas em seu extrato bancário.
No caso do Rio de Janeiro, além do clonador de cartões, a adulteração de placas de veículos é outra técnica frequente adotada por quadrilhas. Normalmente, os fraudadores removem ou disparam o lacre original da placa, trocam caracteres ou substituem todo o conjunto por uma réplica, visando driblar blitz policiais e persianas eletrônicas de controle. Veículos com placas adulteradas podem ser usados em assaltos, transporte de materiais ilícitos ou para escapar de perseguições.
Esse tipo de infração conjuga crimes contra o sistema financeiro e a segurança pública. Os responsáveis podem responder por estelionato, falsificação de documento público ou particular, uso de documento falso e receptação. No Brasil, a pena varia de acordo com a gravidade do delito e a reincidência do autor, podendo resultar em detenção de meses ou até vários anos, além de multa e apreensão dos equipamentos e do veículo.
Para se proteger, os consumidores devem verificar sempre a integridade das maquininhas antes de inserir o cartão, buscando selos de segurança ou lacres invioláveis. É recomendável cobrir o teclado ao digitar a senha, conferir o recibo de pagamento e monitorar movimentações bancárias em tempo real pelo internet banking. Já em relação às placas veiculares, a população deve ajudar denunciando veículos com identificação suspeita aos órgãos competentes, por meio de aplicativos de denúncia ou diretamente às delegacias.

