
Audiência em Brasília debate custos da condução coercitiva de ex-diretor do INSS no Amazonas. (Foto: Instagram)
A maior despesa até o momento envolveu operação de condução coercitiva de um ex-diretor do INSS que estava no Amazonas. Segundo o balanço divulgado pela área de Finanças, o valor dedicado a essa ação considerou custos de logística, segurança e pagamento de diárias para equipes envolvidas no deslocamento até a região Norte. A condução coercitiva foi autorizada para garantir a presença do ex-diretor do INSS em depoimentos sobre processos administrativos em andamento. Esse tipo de medida, previsto em lei, tem sido motivo de debates sobre seu uso e os custos associados.
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Em detalhes, as despesas incluíram o aluguel de aeronaves para transportar a equipe de agentes federais até cidades do interior do Amazonas, o pagamento de hospedagem em hotéis localizados na capital e a contratação de serviços de apoio logístico. Boa parte dos valores se refere a diárias pagas aos servidores que acompanharam a operação de condução coercitiva, além de custos com alimentação e combustível em locais de difícil acesso. Essa combinação de fatores fez com que a ação voltada ao ex-diretor do INSS se destacasse como a mais onerosa do cronograma.
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A condução coercitiva é um instrumento previsto no Código de Processo Penal e regulamentado por portarias do Conselho Nacional de Justiça, que permite a requisição compulsória de comparecimento de investigados ou testemunhas. No caso do ex-diretor do INSS, o procedimento foi fundamentado na necessidade de esclarecimento de fatos relacionados a processos internos da autarquia. Apesar de controversa, essa medida é considerada mais rápida do que expedir mandados de busca e apreensão ou realizar intimações formais, mas envolve custos elevados de deslocamento e segurança.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é a autarquia responsável pela gestão de benefícios previdenciários e assistenciais no Brasil, incluindo aposentadorias, pensões e auxílio-doença. Por ser um dos órgãos com maior número de servidores federais, o INSS costuma demandar operações de fiscalização e apuração de condutas em diferentes estados. A condução coercitiva de um ex-diretor do INSS reforça a necessidade de mecanismos legais para investigação de eventuais irregularidades, mas também levanta questionamentos quanto ao impacto dessas ações no orçamento público.
O Amazonas, maior estado brasileiro em extensão territorial, concentra áreas de difícil acesso e infraestrutura limitada, o que incrementa a complexidade e o custo de operações que envolvam deslocamento de equipes federais. Rodovias, voos regionais e deslocamentos fluviais são alguns dos meios utilizados para acesso a municípios longínquos. No contexto da condução coercitiva do ex-diretor do INSS, foi necessário mobilizar aeronaves de pequeno e médio porte, além de veículos adaptados para percorrer estradas não pavimentadas, elevando as despesas logísticas.
Especialistas em gestão pública apontam que, além dos custos diretos com transporte e hospedagem, procedimentos como a condução coercitiva demandam planejamento prévio, contratação de serviços especializados e garantias de condições operacionais adequadas. Embora o ex-diretor do INSS tenha sido o foco da ação mais cara até aqui, órgãos de controle e fiscalização avaliam se há possibilidade de otimizar recursos em operações futuras. A análise orçamentária deve considerar equilíbrio entre eficiência investigativa e controle rígido dos gastos públicos.

