
Erupção solar de classe X 43.2 registrada pelo Solar Dynamics Observatory da Nasa (Foto: Instagram)
A Nasa detectou recentemente uma erupção solar de classe 43.2, posicionando esse fenômeno entre os mais intensos já observados pela agência espacial. O evento foi captado por instrumentos orbitais responsáveis pelo monitoramento constante da atividade solar, que registraram um pico incomum na emissão de radiação eletromagnética. A explosão teve origem em uma região ativa próxima ao limbo do Sol e lançou uma grande quantidade de partículas energéticas que agora viajam pelo espaço interplanetário.
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A classificação 43.2 faz parte de um sistema padronizado que mensura fluxos de raios-X emitidos pelo Sol. Nesse protocolo, as classes são definidas em A, B, C, M e X, sendo cada nível dez vezes mais energético que o anterior. Uma erupção de classe X já é considerada forte e capaz de afetar tecnologias na Terra; atingir um valor de 43.2 coloca o evento entre os disruptivos de maior magnitude, comparável a algumas das maiores tempestades solares registradas em décadas.
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O monitoramento dessa erupção foi realizado por satélites como o Solar Dynamics Observatory (SDO) e o Geostationary Operational Environmental Satellite (GOES). Esses equipamentos, gerenciados ou em parceria com a Nasa, capturam imagens e dados em múltiplos comprimentos de onda, permitindo acompanhar a evolução de filamentos magnéticos antes, durante e após a explosão solar. As medições ajudam cientistas a prever eventuais impactos no ambiente espacial e na superfície terrestre.
Erupções desse porte podem desencadear tempestades geomagnéticas que provocam apagões de rádio, interferências em sistemas de navegação por satélite e até falhas em redes de energia elétrica. Além disso, essas tempestades intensificam as auroras polares, que podem chegar a latitudes médias. Pesquisadores utilizam modelos de propagação de partículas solares para avaliar riscos e emitir alertas a operadoras de telecomunicações, companhias aéreas e agências de energia.
Historicamente, as maiores tempestades solares documentadas ocorreram em 1859, conhecida como Evento Carrington, e em outubro de 2003, no período apelidado de Halloween Solar Storms. Ambas ultrapassaram em muito o nível X, causando blecautes telegráficos e danos em transformadores industriais. A erupção de classe 43.2, agora registrada pela Nasa, reforça a necessidade de atualizar protocolos de segurança e de fortalecer a infraestrutura contra fenômenos espaciais extremos.
O acompanhamento contínuo da atividade solar pela Nasa e outras agências internacionais é essencial para entender o comportamento do ciclo solar e proteger sistemas críticos na Terra. Compreender a dinâmica das explosões de plasma e os mecanismos de realinhamento magnético ajuda na elaboração de estratégias preventivas, garantindo comunicação estável, operação segura de satélites e minimização de impactos econômicos decorrentes de tempestades solares.

