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Patrícia Calderón entrevista Ulisses Gabriel e reconstitui cronologia do Caso Orelha na Grande Florianópolis

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Em entrevista exclusiva ao portal LeoDias, a jornalista Patrícia Calderón conversou com o Delegado-Geral da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), Ulisses Gabriel, para reconstruir, passo a passo, o desenrolar do Caso Orelha. A apuração investiga a morte de um cão comunitário na região metropolitana de Florianópolis e detalha desde o ingresso do adolescente apontado como autor até a coleta das principais provas reunidas pela equipe de investigação.

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Ulisses Gabriel esclareceu que o jovem entrou no condomínio na noite do dia 4 de abril, confirmação obtida por meio de imagens de reconhecimento facial instaladas em pontos estratégicos do local. Na madrugada seguinte, por volta das 5h, ele cometeu o crime contra o animal apelidado de Orelha. Antes desse horário, às 4h, o adolescente deixou o residencial em companhia de uma mulher de 19 anos, maior de idade. Inicialmente, negou a saída, mas as filmagens o mostraram transitando perto das casinhas onde o cão vivia.

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De acordo com o delegado-geral, as vestimentas usadas na noite do crime — um moletom e um boné — foram apreendidas e constituem prova-chave. A investigação também descobriu que familiares tentaram ocultar essas peças, que só foram localizadas dentro das malas do adolescente após seu retorno de uma viagem aos Estados Unidos, onde esteve na Disney. A tecnologia de reconhecimento facial e a análise do material apreendido são práticas cada vez mais comuns na PCSC para agilizar inquéritos de alta complexidade.

A mulher que acompanhava o jovem durante o episódio foi ouvida e relatou ter escutado comentários de que ele teria sido o responsável pelas agressões, embora não tenha presenciado o fato. A mãe dela confirmou que a filha ouviu diretamente a confissão do adolescente, reforçando o entendimento da polícia de que, embora estivessem juntos, apenas o jovem teria praticado o ato de crueldade contra o cão. Esse alinhamento de depoimentos é fundamental em inquéritos de maus-tratos a animais, tipificados pela Lei Federal nº 14.064/20.

Durante os depoimentos, o adolescente apresentou contradições. Primeiro, afirmou categoricamente que não saiu do condomínio naquela madrugada; depois, ao ser confrontado com as imagens, mudou sua versão. A polícia conseguiu correlacionar as fotografias e vídeos com as roupas e acessórios apreendidos, o que foi decisivo para vincular o suspeito ao momento do crime. Até a origem das peças gerou divergências entre as narrativas do jovem e de sua mãe.

Ainda na mesma madrugada, o delegado Ulisses Gabriel informou que o adolescente furtou um quiosque, ofendeu um segurança e seguiu em direção à praia por uma área sem cobertura de câmeras, passando por uma mata onde, segundo a investigação, ocorreu a agressão a Orelha. Esses eventos mostram como as forças de segurança vêm enfrentando casos que envolvem diferentes tipos de infrações em sequência, exigindo apuração multidisciplinar.

Na mesma entrevista, Patrícia Calderón também questionou sobre a relação entre o Caso Orelha e o chamado caso Caramelo, envolvendo atos de vandalismo praticados por outros jovens. Ulisses Gabriel deixou claro que não há ligação entre as duas ocorrências, que correm em procedimentos independentes. O inquérito sobre o homicídio do cão está em fase conclusiva, com autoria formalmente indicada e todos os elementos organizados para encaminhamento ao Ministério Público.

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