
Tutor é denunciado por maus-tratos após cão ser socorrido com grave infecção no maxilar (Foto: Instagram)
Um caso de maus-tratos em animais chocou as autoridades ao revelar que o tutor de um pet foi denunciado depois que a veterinária constatou uma grave infecção no maxilar do companheiro de quatro patas, sequela evidente de negligência prolongada. A situação só foi descoberta quando o animal apresentou sinais intensos de dor ao mastigar e realizar movimentos simples com o focinho, levando o profissional de saúde animal a comunicar o fato às autoridades policiais.
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As infecções no maxilar podem evoluir rapidamente e comprometer o bem-estar geral do pet, intensificando quadros de dor e podendo atingir órgãos internos por meio de processos inflamatórios. Em casos negligenciados, bactérias oportunistas se espalham pelos tecidos da boca, causando abcessos, destruição óssea e até risco de sepse. No episódio em questão, além do comprometimento ósseo, observou-se inflamação acentuada na região gengival e secreção purulenta, indicadores claros de descuido prolongado por parte do tutor.
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No Brasil, a legislação de proteção aos animais determina que profissionais como a veterinária têm o dever de notificar as autoridades sempre que identificarem situações de crueldade ou negligência que coloquem em risco a vida do animal. A denúncia formal à polícia visa responsabilizar o tutor e assegurar que medidas legais sejam aplicadas, prevenindo sequelas permanentes e evitando que outros casos semelhantes permaneçam ocultos. Segundo o Código Penal, maus-tratos a animais podem resultar em detenção e multas, dependendo da gravidade do dano causado.
Historicamente, infecções orais em animais de estimação são frequentes quando há falta de higiene bucal, consultas veterinárias irregulares ou alimentação inadequada. A ausência de escovação, a oferta exclusiva de alimentos industrializados sem orientação profissional e a demora em buscar atendimento ao primeiro sinal de desconforto são comportamentos que colaboram para o desenvolvimento de patologias bucais graves. Os sintomas podem passar despercebidos até que a dor se torne intolerável, como ocorreu nesse relato, trazendo custos elevados de tratamento e extensa recuperação.
A veterinária envolvida no caso ressaltou a importância de exames de rotina e de uma avaliação clínica completa diante de qualquer alteração no comportamento alimentar ou nas expressões faciais do animal. Além do tratamento medicamentoso, a intervenção cirúrgica foi necessária para drenar abscessos e remover fragmentos ósseos comprometidos pela infecção. A ação rápida da profissional foi decisiva para evitar complicações sistêmicas e garantir a chance de reabilitação do pet.
Para prevenir casos como este, é fundamental que o tutor mantenha uma rotina de cuidados bucais, realize visitas periódicas ao consultório veterinário e preste atenção a sinais de dor, mau hálito, sangramento gengival ou dificuldade ao mastigar. A conscientização sobre a saúde bucal animal reduz drasticamente o risco de infecções graves e fortalece o vínculo de confiança entre o pet e seu responsável, promovendo uma melhor qualidade de vida e longevidade ao companheiro.

