
Campanha “Não é Não!” alerta para consentimento e segurança nas ruas do Carnaval (Foto: Instagram)
Durante o Carnaval de 2024, o Disque 100 contabilizou 73,9 mil ocorrências de violações de direitos humanos em todas as regiões do país, a partir de 11,3 mil denúncias efetivamente registradas. O balanço aponta que, em média, mais de seis relatos foram feitos a cada hora nos quatro dias de festa, abrangendo casos que variaram de discriminação a agressões físicas e psicológicas.
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Desde sua criação, o Disque 100 funciona como um canal de acolhimento e orientação para vítimas e testemunhas de crimes contra os direitos humanos. Operado pelo governo federal em parceria com órgãos de fiscalização e conselhos tutelares, o serviço oferece atendimento gratuito e sigiloso 24 horas por dia, por telefone ou pela internet, garantindo acesso a informações sobre proteção e encaminhamento para as autoridades competentes.
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Entre as principais violações denunciadas destacam-se casos de violência sexual, exploração de crianças e adolescentes, agressões motivadas por racismo ou LGBTfobia, além de situações de trabalho análogo à escravidão. Durante as festividades de rua do Carnaval, a concentração de pessoas favorece ocorrências de abuso, furto e chantagem, o que exige maior vigilância de órgãos de segurança pública e apoio imediato à população afetada.
Em comparação a anos anteriores, o período carnavalesco mantém-se como um dos momentos de maior volume de denúncias ao Disque 100, embora o crescimento registrado em 2024 represente um aumento expressivo no número total de violações relatadas. Especialistas em direitos humanos apontam que a visibilidade proporcionada pelas redes sociais e a facilitação do acesso digital contribuíram para elevar o índice de relatos feitos de forma rápida, muitas vezes no próprio local dos fatos.
A mobilização de campanhas educativas, aliada ao reforço de patrulhas especiais e equipes de abordagem em blocos e bailes, é fundamental para a prevenção e o atendimento adequado das vítimas. O Disque 100 segue como ferramenta estratégica para mapear áreas de risco, orientar políticas públicas e prestar suporte a pessoas em situação de vulnerabilidade, consolidando-se como referência no cenário nacional de proteção dos direitos humanos.

