
Julgamento de acusado de homicídio no Guará marcado para 9 de março (Foto: Instagram)
João Paulo Teixeira da Silva será submetido a júri popular em 9 de março deste ano, acusado de envolvimento no assassinato de uma mulher em um parque localizado no Guará, região administrativa do Distrito Federal. A denúncia aponta que o crime ocorreu em área de uso público, o que levou o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) a oferecer representação contra o réu.
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O Tribunal do Júri é o órgão competente para julgar crimes dolosos contra a vida, conforme determina o artigo 5º, inciso XXXVIII, alínea “c” da Constituição Federal. Nessa corte especial, sete jurados leigos decidem, por maioria absoluta, a culpabilidade do acusado. O procedimento inclui fase de instrução, debates orais e votação secreta, garantindo ao réu o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa.
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O Guará, onde ocorreu o crime objeto da acusação contra João Paulo Teixeira da Silva, é uma das primeiras regiões administrativas criadas em Brasília, em 1969. Conhecido por seus parques e áreas residenciais, o local também já figurou em estatísticas de segurança pública do Distrito Federal, especialmente em ocorrências registradas em vias e praças. A investigação foi conduzida pela Polícia Civil do DF, que reuniu depoimentos, laudos periciais e imagens de câmeras municipais.
O processo de júri popular no Distrito Federal segue rito específico previsto no Código de Processo Penal. Após o recebimento da denúncia, o juiz pronuncia o réu, indicando que há indícios suficientes de autoria e materialidade. Em seguida, designa data para sessão de julgamento. No dia 9 de março, no plenário do Tribunal do Júri do Fórum Criminal de Brasília, promotor de Justiça, defensor público ou advogado de defesa apresentarão suas alegações iniciais, produção de provas orais e sustentações finais.
A fase de instrução pré-julgamento, já concluída no caso de João Paulo Teixeira da Silva, engloba o inquérito policial, no qual foram ouvidos testemunhas de acusação e de defesa, além de perícias no local do crime. Com a pronúncia decretada, o processo se encontra apto para a escolha dos jurados e a realização da sessão de julgamento. A expectativa é de que o veredicto, favorável ou não ao réu, seja proferido poucos dias após os debates, ainda em março.

