
Manex Silva durante a prova de sprint de esqui cross-country em Cortina d’Ampezzo nos Jogos de Inverno Milano Cortina 2026. (Foto: Instagram)
Manex Silva participou da prova de sprint do esqui cross-country nas Olimpíadas de Inverno, alcançando o melhor desempenho já registrado por um atleta brasileiro na modalidade. A corrida de velocidade em pista reduzida reuniu competidores de diversos países, e a marca obtida por Manex Silva representou um avanço expressivo para o Brasil no cenário das competições de neve. Além de superar as expectativas, o resultado demonstra a evolução do país em esportes que tradicionalmente exigem infraestrutura e clima diferenciados.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
A prova de sprint no esqui cross-country envolve percorrer um trecho de aproximadamente 1,5 quilômetro em terreno variado, mesclando subidas, descidas e trechos planos. Os competidores iniciam com uma fase de qualificação cronometrada, na qual os melhores tempos avançam para as etapas eliminatórias em baterias de quatro atletas. Nas semifinais e final, ganha quem completar o circuito no menor tempo, com disputas acirradas em todas as fases. Esse formato exige velocidade explosiva, técnica refinada e resistência para manter o ritmo em diferentes perfis de pista.
++ Coreia do Norte condena bebê de 2 anos à prisão perpétua por família ter em casa uma bíblia
O esqui cross-country é uma das modalidades mais tradicionais dos Jogos Olímpicos de Inverno, presente desde a primeira edição oficial em Chamonix, na França, em 1924. Inicialmente praticado nos países nórdicos como meio de locomoção, o esporte evoluiu para competições de longa distância e sprints. Existem duas técnicas principais: o estilo clássico, realizado em pistas paralelas, e o estilo skate, no qual o atleta impulsiona-se lateralmente, semelhante ao movimento do patins. Ambas demandam coordenação entre braços e pernas e controle de ritmo ao longo de percursos desafiadores.
No contexto brasileiro, a história nos Jogos de Inverno começou de forma tímida, com poucas participações desde a década de 1990. A falta de neve no país e a necessidade de centros de treinamento especializados muitas vezes limitaram o desempenho de nossos atletas. Mesmo assim, pioneiros como Isabel Clark e Jaqueline Mourão já levaram a bandeira nacional ao circuito internacional, abrindo caminho para gerações seguintes. Investimentos em centros de treinamento em altitude e parcerias com nações de tradição no esporte de neve têm sido fundamentais para elevar o nível técnico de competidores como Manex Silva.
O resultado histórico de Manex Silva no sprint de esqui cross-country serve de inspiração para o desenvolvimento do esporte no Brasil. Ao estabelecer um novo patamar de competitividade, o atleta estimula jovens praticantes a buscar vagas em futuras edições dos Jogos Olímpicos de Inverno. Projetos de base, programas de intercâmbio e competições regionais podem se beneficiar desse feito, ampliando o interesse pela prática de esportes de neve. A conquista marca um passo importante rumo à consolidação do Brasil em modalidades que até então eram consideradas distantes da realidade nacional.

