
Viaturas da polícia patrulham Assis em operação contra o tráfico (Foto: Instagram)
De acordo com as investigações da polícia, o homicídio registrado em 2024 no interior de SP teve como objetivo tomar o controle de um ponto de venda de drogas em Assis e região. As autoridades identificaram que a motivação principal do crime foi a disputa pelo mercado de entorpecentes na cidade e cidades vizinhas, onde facções rivais disputam áreas de consumo e distribuição. Segundo os agentes, o assassinato faz parte de uma série de ações violentas destinadas a expandir a influência sobre rotas de tráfico.
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Assis está localizada no oeste do estado de São Paulo e, nos últimos anos, vem aparecendo em relatórios policiais por conflitos relacionados ao tráfico de entorpecentes. A cidade conta com um conjunto de bairros periféricos que, segundo estudos de segurança pública, podem servir como ponto de apoio para a circulação de substâncias ilícitas. A presença de rodovias importantes nas imediações facilita o deslocamento de carregamentos de drogas e abastece tanto o público local quanto municípios vizinhos.
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Historicamente, as disputas por pontos de venda em regiões do interior paulista costumam ser marcadas por episódios de violência extrema, incluindo homicídios e tiroteios. Essas áreas, muitas vezes, são cobiçadas por diferentes grupos criminosos que buscam controlar o comércio de cocaína, crack e maconha. O domínio de um ponto de venda garante não apenas lucros elevados, mas também poder de coerção sobre moradores e pequenos comerciantes, consolidando redes de proteção e silêncio na vizinhança.
A atuação da polícia em campos como delegacias locais e departamentos antiterrorismo tem se intensificado para coibir esse tipo de crime. Procedimentos de rotina incluem interceptação de conversas telefônicas autorizadas pela Justiça, monitoramento de células familiares e apreensões de armas de fogo associadas ao tráfico. A perícia criminal também desempenha papel fundamental na análise de vestígios na cena do crime, identificando projéteis, impressões digitais e possíveis conexões com outros inquéritos.
Do ponto de vista legal, o homicídio motivado pela disputa de território para tráfico de drogas configura crime qualificado, com previsão de pena mais elevada no Código Penal brasileiro. Além disso, a Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006) prevê sanções diferenciadas para quem participa da organização criminosa e para quem exerce liderança no comércio ilegal de entorpecentes. O processo investigatório pode resultar em prisões preventivas e na decretação de prisões temporárias para suspeitos diretamente envolvidos na cadeia de comando.
As investigações seguem em curso, e a polícia de SP aguarda laudos periciais e depoimentos de testemunhas para elucidar completamente as circunstâncias do crime. A expectativa é de que, com a junção de provas documentais e técnicas, seja possível mapear toda a estrutura por trás da tentativa de tomada do ponto de venda em Assis e região. Enquanto isso, as forças de segurança reforçam o patrulhamento nas áreas consideradas de maior risco, visando evitar novas retaliações e assegurar a ordem pública.

