
Senador terá de responder no TSE por suposto abuso de poder econômico (Foto: Instagram)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) incluiu em sua pauta desta terça-feira (9/2) uma ação que apura suposto abuso de poder econômico cometido durante a campanha eleitoral de 2022 contra um senador. O processo, apresentado por partido político adversário, investiga a utilização de recursos financeiros e estrutura de campanha em benefício de forma irregular, em desrespeito à legislação eleitoral. A abertura de pauta sinaliza que os ministros do TSE deverão analisar provas documentais e depoimentos testemunhais para avaliar se houve infração ao Código Eleitoral e se medidas punitivas devem ser aplicadas contra o senador.
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Abuso de poder econômico configura conduta na qual o agente político ou seus apoiadores utilizam recursos financeiros próprios ou de terceiros de maneira a desequilibrar a disputa eleitoral, contrariando os princípios de igualdade de oportunidades entre candidatos. O TSE, com base na Lei nº 9.504/1997 e no Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), pode aplicar sanções que vão desde multa até cassação de registro, além de declarar inelegibilidade dos envolvidos. No caso em análise, o relator designado deverá elaborar voto fundamentado, que será submetido a discussão e votação no plenário do tribunal.
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O TSE é composto por sete ministros: três juristas indicados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), dois advogados com notório saber jurídico e dois ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Essa composição mista visa garantir equilíbrio técnico e imparcialidade nas decisões. As sessões para julgamento de ações como essa podem ser ajuizadas pelos partidos, pelo Ministério Público Eleitoral ou por terceiros legitimados, conforme dispõe a legislação. Após a análise inicial de admissibilidade, o processo segue para coleta de provas, instrução probatória e produção de diligências, antes de ser colocado em pauta para o julgamento.
A campanha de 2022 registrou vários procedimentos semelhantes no âmbito do TSE, envolvendo alegações de despesas não contabilizadas, doações de empresas proibidas e uso de mídias pagas fora dos limites regulamentares. A Corte, ao lidar com esses casos, busca preservar a integridade do pleito, garantindo que candidatos e partidos observem rigorosamente as normas estabelecidas pelo Tribunal. Decisões anteriores servem de referência para definição de critérios de julgamento, como análise de notas fiscais, extratos bancários e depoimentos de testemunhas, com o objetivo de comprovar o desvio de finalidade no uso de recursos.
Com a inclusão em pauta, o senador terá prazo para apresentar defesa e juntar documentos que contestem as acusações. Após o julgamento no plenário do TSE, caberá recurso para a própria Corte, em alguns casos, ou medidas de cumprimento de decisão, a depender do teor do acórdão. A previsão de publicação do resultado ocorre em sessão pública, seguida de intimação às partes. O desfecho poderá gerar repercussão política e jurídica, influenciando eventuais pleitos futuros do parlamentar caso seja confirmada a prática de abuso de poder econômico.

