O manobrista Severino, apontado como responsável pela manutenção da piscina da academia C4 Gym, declarou em entrevista coletiva, segundo a advogada Bárbara Bonvicini, que sempre cumpriu ordens recebidas na empresa e que seu caso agora integra as apurações sobre a morte da professora Juliana Faustino Bassetto.
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“Sou funcionário da empresa, sigo ordens. Meu celular foi apreendido para averiguações e é isso que eu tenho a dizer no momento”, afirmou Severino, ressaltando que seu aparelho pessoal está sob análise da Polícia Civil.
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A advogada Bárbara Bonvicini reforçou que o funcionário não tinha autonomia para decisões técnicas e que a mistura dos produtos químicos na piscina era feita por determinação de um superior hierárquico. “Os superiores é que pediam para que ele fizesse a mistura. Um superior específico dava essa ordem”, explicou.
Segundo a defesa, embora Severino realizasse a mistura sozinho, a orientação vinha de cima. “Ele fazia essa mistura, sim, mas por ordem do próprio superior”, disse a advogada.
Bárbara Bonvicini afirmou ainda que a defesa aguarda o avanço das investigações e a conclusão dos laudos dos produtos do local e do celular de Severino para fundamentar a argumentação.
Ao ser questionada sobre o teor das mensagens apreendidas, Bárbara Bonvicini informou que elas revelam diálogos diretos com um superior que definia as quantidades e tipos de produtos a serem usados, mas evitou identificar quem era essa pessoa.
A Polícia Civil investiga se a manipulação inadequada de produtos químicos provocou a liberação de gases tóxicos na piscina, o que teria levado à morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, e à intoxicação de outras pessoas.

