
Representação digital de tumores pulmonares em crescimento no tecido respiratório. (Foto: Instagram)
O câncer de pulmão foi responsável por mais de 28 mil mortes no Brasil em 2020, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer. Esse número coloca a doença entre as principais causas de óbitos por câncer no país, refletindo um desafio contínuo para sistemas de saúde e políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce e ao combate aos fatores de risco.
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Embora a estatística de 28 mil óbitos seja referente ao Brasil, o câncer de pulmão também figura entre as principais preocupações oncológicas em nível global. A Organização Mundial da Saúde classifica essa neoplasia como uma das maiores responsáveis por mortalidade em diversos continentes, especialmente em populações com alta prevalência de tabagismo. No país, o Instituto Nacional do Câncer reforça a necessidade de campanhas de conscientização para reduzir a exposição aos agentes nocivos.
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Do ponto de vista histológico, o câncer de pulmão é dividido em dois grandes grupos: o carcinoma de pequenas células (CPC) e o carcinoma de não pequenas células (CPNPC). O CPNPC responde pela maior parte dos diagnósticos e engloba subtipos como adenocarcinoma, carcinoma de grande células e carcinoma escamoso. Já o CPC costuma apresentar crescimento e disseminação mais acelerados, o que exige protocolos terapêuticos específicos para cada caso.
Entre os fatores de risco, o consumo de tabaco permanece como o principal vilão, respondendo por cerca de 85% das mortes relacionadas à doença em diversos estudos internacionais. Além do cigarro, o fumo passivo contribui de forma significativa. Exposições ocupacionais a produtos químicos, como amianto, arsênico e certos hidrocarbonetos, bem como a poluição atmosférica e à radiação natural do radônio, também elevam a probabilidade de desenvolvimento do câncer de pulmão.
O diagnóstico precoce costuma enfrentar obstáculos, pois os sintomas nos estágios iniciais são, muitas vezes, discretos ou confundidos com outras condições respiratórias. Tosse persistente, dor torácica, falta de ar e escarro com sangue podem indicar a presença de lesões pulmonares mais avançadas. Técnicas de imagem, como radiografia de tórax e tomografia computadorizada de baixa dose, são ferramentas fundamentais para a detecção, enquanto a biópsia confirma o diagnóstico e define o subtipo histológico.
No campo terapêutico, as opções incluem cirurgia para remoção de tumores em estádios iniciais, radioterapia e quimioterapia, frequentemente utilizadas de forma combinada. Nos últimos anos, avanços em medicina de precisão levaram ao desenvolvimento de terapias-alvo e da imunoterapia, cujo objetivo é atacar mutações específicas ou estimular o sistema imunológico contra células tumorais. Paralelamente, políticas de saúde pública focadas em campanhas antitabagismo, legislação sobre ambientes livres de fumaça e programas de rastreamento contribuem para reduzir o impacto do câncer de pulmão na população.

