
Vídeo publicado momentos antes do crime: pai abençoa filhos pouco antes de atirar neles (Foto: Instagram)
Horas antes de atirar nos dois filhos, o pai publicou em suas redes sociais um vídeo dizendo “Que Deus abençoe sempre meus filhos”. Compartilhado momentos antes do trágico episódio, o conteúdo surpreendeu internautas que passaram a questionar os sinais de alerta em postagens online.
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A gravação, registrada no perfil do pai, permaneceu acessível até ser retirada pouco tempo depois do crime. Nele, ele aparece em tom sereno, em ambiente doméstico, enquanto expressa votos de proteção divina. Apesar da mensagem afetuosa, o desfecho chocou a comunidade, que passou a investigar o histórico de publicações e interações do autor nas semanas anteriores.
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Casos como este reforçam a importância de monitorar comportamentos em plataformas digitais, sobretudo quando envolvem menores de idade. Mesmo gestos que aparentam carinho — como mensagens de fé e proteção — podem mascarar conflitos internos ou sinais de crise familiar. Especialistas em psicologia infantil alertam que mudanças súbitas de comportamento, postagens obsessivas ou isolacionismo virtual devem ser levados a sério por amigos e parentes próximos.
No âmbito jurídico, o Código Penal Brasileiro prevê agravantes quando a vítima é parente próximo. A prática de homicídio contra filhos configura parricídio, crime tipificado no artigo 121, § 2º, inciso VI, do Código Penal. A legislação estipula penas mais rigorosas em razão do grau de confiança e proximidade entre autor e vítima, podendo resultar em até 30 anos de reclusão. Após o crime, as autoridades responsáveis conduziram perícias e instauraram inquérito para apurar a motivação e a dinâmica dos fatos.
Além das sanções penais, há também impacto psicológico profundo nas famílias e na comunidade local. Organizações de apoio ressaltam a necessidade de programas de prevenção que envolvam escolas, centros de saúde e serviços de assistência social. A criação de canais de denúncia anônima e a capacitação de profissionais para identificar sinais de violência doméstica constituem medidas fundamentais para evitar que tragédias semelhantes se repitam.
O episódio serve de alerta para a complexidade das interações online e offline, mostrando que manifestações de afeto digital não garantem segurança no mundo real. A sociedade, por meio de políticas públicas e redes de apoio, tem papel decisivo na identificação precoce de riscos. A reflexão sobre o que fica registrado na internet e a responsabilidade coletiva em zelar pela integridade de crianças e adolescentes seguem como lição inadiável.

