
Polícia Civil de SP avança em inquérito sobre supostos abusos em clínica (Foto: Instagram)
A investigação teve início após uma paciente denunciar abusos sofridos durante procedimentos. Conforme apurado, a vítima relatou que sofreu constrangimentos e condutas inadequadas em ambiente de atendimento, o que motivou a abertura de um inquérito para apurar a conduta dos profissionais envolvidos. Desde então, equipes de investigadores passaram a juntar depoimentos, laudos periciais e documentos médicos para compreender a extensão do ocorrido.
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A Polícia concluiu que o crime não foi isolado e intensificou as diligências para identificar possíveis novas vítimas. Em despacho recente, as autoridades destacaram indícios de que o mesmo servidor teria repetido práticas irregulares em outras ocasiões, fato que leva à ampliação do rol de pessoas convocadas a prestar esclarecimentos. Testemunhas e ex-pacientes estão sendo contatados para complementar o quadro probatório e colaborar com o desenrolar das apurações.
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Em linha com protocolos de investigações de crimes de abuso em ambiente de saúde, as autoridades cartografam rotinas, registros de atendimentos e eventuais falhas de vigilância institucional. Normalmente, a apuração envolve cooperação entre delegacias especializadas, institutos médicos-legais e conselhos profissionais, com o objetivo de garantir o devido processo legal e preservar provas. A análise minuciosa de prontuários e câmeras de segurança, quando existentes, também pode proporcionar elementos cruciais para o caso.
Além das diligências policiais, há mobilização de serviços de apoio psicossocial à disposição de vítimas que desejem relatar experiências semelhantes. Esses programas visam oferecer atendimento psicológico, orientação jurídica e acompanhamento terapêutico, de forma a reduzir o impacto emocional causado pelos abusos e assegurar que novas denúncias recebam acolhida adequada. Organizações não governamentais e órgãos de defesa dos direitos humanos frequentemente atuam em parceria, oferecendo canais de denúncia e encaminhamento.
No aspecto legal, infrações dessa natureza podem ser enquadradas em crimes contra a dignidade sexual, previstos no Código Penal brasileiro, além de violação de normas éticas estabelecidas pelos conselhos de classe. As penas variam conforme a gravidade dos fatos e a comprovação de dolo, podendo resultar em detenção, multa e suspensão de registro profissional. A instauração de processo administrativo disciplinar, paralelamente ao inquérito policial, costuma ser adotada para apurar eventual infração ética e aplicar sanções cabíveis.
Diante do cenário, as autoridades reforçam a importância de que outros possíveis afetados procurem a Polícia para contribuir com depoimentos. O levantamento de novos relatos não só fortalece a investigação, como também ajuda a mapear eventuais lacunas no sistema de fiscalização. A cooperação entre sociedade e poder público é fundamental para coibir abusos e garantir que instâncias de saúde medicalizadas sejam ambientes de cuidado e respeito aos pacientes.

