
Fachada do Banco Master, em São Paulo, onde documentos de liquidação serão remetidos ao Judiciário. (Foto: Instagram)
O Banco Master deve encaminhar à Justiça, nesta quinta-feira (12/2), o conjunto completo de relatórios e auditorias relativas à fase inicial de liquidação. A expectativa de fontes envolvidas no processo é de que os documentos sejam remetidos ao relator responsável pelo caso, permitindo a continuidade da análise técnica e jurídica. Essa etapa marca o cumprimento de uma série de prazos estabelecidos pela legislação que regula a liquidação extrajudicial de instituições financeiras no país, reforçando o caráter de transparência e o compromisso com a proteção de credores e depositantes.
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Segundo informações obtidas pela reportagem, os documentos da inspeção abrangem uma ampla gama de informações, incluindo balanços patrimoniais, demonstrativos de fluxo de caixa, registros de operações de crédito e comunicações internas entre gestores e auditores. No caso específico do Banco Master, a equipe encarregada da diligência apurou detalhes sobre empréstimos de maior vulto, garantias oferecidas em operações estruturadas e eventuais contingências judiciais. Esse conjunto documental é fundamental para que o relator elabore um parecer inicial, avalie a extensão dos ativos recuperáveis e recomende eventuais ações de bloqueio judicial ou liberação de recursos.
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O procedimento de liquidação de bancos no Brasil segue as normas previstas na Lei de Falências e Recuperação de Empresas e em regulamentações específicas do Banco Central. Tradicionalmente, após a autorização para dissolução ou intervenção, o organismo regulador nomeia um liquidante e define um cronograma de eventos, que inclui inspeções, auditorias e análises de conformidade. O relator, por sua vez, recebe o dossiê completo para expedir um voto ou uma proposta de decisão, a ser submetida ao colegiado competente. Em casos de instituições financeiras, a complexidade das operações e o volume de dados exigem cuidados adicionais, justamente para evitar prejuízos sistêmicos e assegurar o cumprimento de obrigações legais.
Após o envio dos relatórios pelo Banco Master, o relator terá o prazo previsto regimentalmente para examinar cada uma das peças, podendo solicitar diligências complementares ou reuniões técnicas com representantes do liquidante e de associações de credores. Paralelamente, órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a própria Superintendência de Seguros Privados (Susep) costumam acompanhar processos que envolvam produtos financeiros ou securitização de ativos, embora sua atuação neste caso seja de caráter consultivo. A tramitação segue um rito definido, no qual cada etapa precisa ser formalmente concluída antes da publicação de um despacho definitivo.
A conclusão do parecer do relator sobre a liquidação do Banco Master deve orientar as decisões seguintes, entre elas a aprovação de venda de carteiras, a restituição de valores a grupos prioritários e eventual partilha de recursos remanescentes. Ainda que o cronograma possa sofrer ajustes conforme a complexidade dos dados, fontes internas afirmam que a expectativa é de que todas as etapas sejam concluídas nos próximos meses, permitindo aos envolvidos ter segurança jurídica e operacional. O acompanhamento atento das autoridades regulatórias reforça o interesse na preservação da estabilidade financeira e na proteção dos interesses dos credores.

