
Operação nacional contra pedofilia prende três suspeitos (Foto: Instagram)
Simone da Silva foi presa em flagrante durante uma ampla operação policial de combate à pedofilia realizada em diversas cidades brasileiras. Na mesma ação, também foram detidos um piloto da Latam e uma ex-insperora, em desdobramentos que contaram com apoio tecnológico para monitorar suspeitos de exploração infantil. As prisões e o material apreendido fazem parte de investigações iniciadas nos últimos meses, quando as autoridades observaram movimentações online típicas de crimes contra menores.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
De acordo com informações oficiais, o mandado de prisão de Simone da Silva e dos demais envolvidos foi cumprido após escutas e cruzamento de dados em redes sociais e aplicativos de mensagem. O piloto da Latam, cuja identidade não foi divulgada pelas forças de segurança, e a ex-insperora foram conduzidos a delegacias especializadas para que prestassem depoimento. Durante a abordagem, policiais encontraram arquivos que constam como provas digitais de conversas e imagens ilegais.
++ Coreia do Norte condena bebê de 2 anos à prisão perpétua por família ter em casa uma bíblia
Operações desse tipo têm se tornado mais frequentes no País, em resposta a um aumento internacional na vigilância de crimes virtuais contra crianças. As investigações envolvem departamentos de polícia civil, centros de análise de dados e cooperação internacional para identificar servidores e usuários que compartilham conteúdo de pornografia infantil. Simone da Silva foi identificada após ser associada a perfis falsos, por meio dos quais ofertava arquivos proibidos.
O piloto da Latam aparece nas investigações não apenas pela posse de material ofensivo, mas também por supostamente incentivar a criação de um grupo restrito de troca de mensagens com conotação pedófila. Já a ex-insperora teria utilizado redes sociais para recrutar outras pessoas e ampliar a difusão de imagens. As equipes policiais detalharam a participação de cada um nos autos, ressaltando a gravidade das condutas e os riscos ao desenvolvimento de crianças e adolescentes envolvidos.
Entre os bens apreendidos constam notebooks, celulares, HDs externos e roteadores, além de documentos que sugerem tentativa de ocultar provas. As autoridades também levantaram informações bancárias e transações financeiras que poderão indicar a existência de uma rede de distribuição de conteúdo ilegal. Todo o material passará por perícia especializada para gerar laudos que sustentem as denúncias na Justiça.
A repercussão do caso levou a manifestações de repúdio de entidades de proteção infantil e a reforço das campanhas de denúncia junto aos canais oficiais, como Disque 100 e plataformas online de registro de crimes virtuais. Especialistas em segurança cibernética alertam para a importância de manter sistemas atualizados e de fortalecer a legislação que penaliza a produção e o compartilhamento de conteúdo abusivo contra menores.
O desfecho da investigação depende agora da conclusão do inquérito policial e do oferecimento formal de denúncia pelo Ministério Público. Caso sejam condenados, Simone da Silva, o piloto da Latam e a ex-insperora poderão enfrentar penas severas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código Penal, que variam de seis a dezesseis anos de reclusão, além de multa e perda de direitos civis.

