
Ex-ministro do Turismo ao lado do presidente em encontro antes da polêmica sobre apoio a Flávio Bolsonaro. (Foto: Instagram)
O ex-ministro do Turismo declarou que o partido não chegou a engajar suas redes sociais em prol de Flávio Bolsonaro e ressaltou que não havia espaço para ele dentro do PL. A afirmação foi feita após rumores sobre apoio interno ao parlamentar, filho do presidente da República. Segundo o ex-ministro do Turismo, a ausência de ações coordenadas em plataformas digitais reflete uma decisão estratégica da direção da sigla, que, apesar de laços históricos e de afinidade política, optou por priorizar iniciativas de caráter institucional em vez de promover publicações direcionadas a perfis individuais.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Em suas declarações, o ex-ministro do Turismo explicou que o Partido Liberal vinha adotando, desde o último ciclo eleitoral, uma postura mais equilibrada em redes sociais, evitando impulsionar mensagens que pudessem ser interpretadas como favorecimento a quaisquer candidaturas específicas. Ele frisou que, na visão da cúpula, tais práticas poderiam comprometer o alinhamento entre diferentes correntes internas do PL, bem como prejudicar acordos firmados com outras legendas políticas. A falta de espaço no PL para Flávio Bolsonaro, segundo o ex-ministro do Turismo, reflete uma tentativa de preservação da unidade partidária.
++ Coreia do Norte condena bebê de 2 anos à prisão perpétua por família ter em casa uma bíblia
O PL (Partido Liberal), fundado em meados da década de 1980, é uma agremiação com base ideológica geralmente classificada no espectro de centro-direita, que tem variações de atuação conforme as regiões do país. Ao longo dos anos, a legenda passou por fusões, paralisações momentâneas e reestruturações internas antes de reconquistar relevância nacional. Em eleições recentes, o PL se destacou pelo uso de ferramentas digitais para divulgação de programas de governo e gestão, mas priorizou conteúdos ligados à própria imagem institucional em detrimento de postagens explícitas de apoio a figuras individuais, como Flávio Bolsonaro.
A pasta do Turismo, criada oficialmente nos anos 1960, tem como missão formular políticas públicas de fomento ao setor, promover o desenvolvimento regional e incentivar a atividade turística em todo o território nacional. Durante o período em que o ex-ministro do Turismo esteve à frente do Ministério, foram implementadas ações de infraestrutura, programas de capacitação para agentes do turismo e campanhas de promoção internacional do Brasil. Essas iniciativas, segundo relatos, concentraram-se em metas gerais de mercado e não em impulsionamento pontual de perfis políticos em redes sociais.
A declaração do ex-ministro do Turismo volta a colocar em debate o papel das redes sociais na dinâmica interna dos partidos políticos, sobretudo em cenários de candidaturas que envolvem nomes de peso e relações familiares. A ausência de apoio explícito nas contas oficiais do PL a Flávio Bolsonaro sinaliza a cautela adotada pela legenda ao lidar com interesses que podem gerar divisões internas. Até o momento, o PL não se manifestou oficialmente sobre as afirmações feitas pelo ex-ministro do Turismo, e o partido segue focado na estratégia de fortalecimento de sua imagem institucional nas diferentes plataformas digitais.

