
Ministro Mendonça durante sessão de julgamento no tribunal. (Foto: Instagram)
O ministro Mendonça passa a ser o responsável pela relatoria do chamado “Master” que investiga uma suposta fraude relacionada a empréstimos consignados. Ao mesmo tempo, ele permanece como relator dos processos que discutem os critérios de descontos em benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A movimentação reforça o papel de Mendonça na análise de temas complexos que envolvem a regulamentação de operações financeiras e a gestão de benefícios previdenciários.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Em instâncias superiores do Judiciário, a relatoria designa o juiz ou ministro responsável por conduzir o exame inicial dos autos, emitir votos e propor encaminhamentos ao colegiado. No caso do Master, trata-se de um conjunto de recursos agrupados sob um tema central — neste caso, a investigação de possíveis irregularidades em contratos de consignação. A continuidade dessa relatoria por Mendonça permite a uniformidade no tratamento das questões e a consolidação de jurisprudência.
++ Coreia do Norte condena bebê de 2 anos à prisão perpétua por família ter em casa uma bíblia
Os empréstimos consignados são normalmente contratados por aposentados, pensionistas ou servidores públicos, com pagamento descontado diretamente na folha de pagamento ou no benefício mensal. Alegações de fraude nesse tipo de operação podem envolver irregularidades em cadastros, simulação de assinaturas ou concessão de valores superiores ao devido. O tema ganhou relevância diante do aumento expressivo desses financiamentos nos últimos anos e dos questionamentos sobre a segurança e a transparência do sistema de crédito consignado.
Paralelamente, Mendonça segue à frente dos processos que tratam de descontos aplicados sobre pagamentos feitos pelo INSS. Nesses casos, discute-se até que ponto determinados descontos — como contribuições assistenciais, taxas administrativas ou parcelas de empréstimos — podem ser realizados sem comprometer o valor final recebido pelos beneficiários. A controvérsia envolve a interpretação de normas previdenciárias e o equilíbrio entre a sustentabilidade financeira do sistema e a proteção ao segurado.
A atribuição simultânea dessas duas relatorias reforça o protagonismo de Mendonça na definição de decisões que impactam diretamente a economia dos beneficiários de empréstimos consignados e de aposentados ou pensionistas que dependem do INSS. Ao conduzir pessoalmente a análise, ele assegura a coerência nos entendimentos e confere maior celeridade ao julgamento de temas que afetam grande parte da população.
A expectativa agora recai sobre os próximos despachos e votos do relator, que deverão orientar o colegiado sobre o enquadramento jurídico das alegações de fraude e dos limites de descontos em benefícios previdenciários. A posição de Mendonça poderá estabelecer precedentes importantes para o sistema financeiro e para a administração pública, influenciando a forma como operações de crédito e políticas de desconto forem regulamentadas no futuro.

