
Polícia Civil afasta cautelarmente servidores por suspeita de favorecimento a facções (Foto: Instagram)
A Polícia Civil anunciou o afastamento de Tania Nastri e Calos Huerta após investigações preliminares apontarem que os dois servidores teriam utilizado influência interna para prestar favores ao crime organizado. Segundo o comunicado oficial, o procedimento administrativo instaurado tem como objetivo apurar possíveis desvios de conduta e uso indevido de informações sigilosas. As suspeitas ganharam força após denúncias encaminhadas ao setor de corregedoria, que passou a monitorar comunicações e eventuais contatos dos investigados com facções criminosas. O afastamento das funções foi determinado pela cúpula da corporação e tem caráter cautelar, sem prejuízo da remuneração dos policiais enquanto durar a apuração.
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De acordo com relatos de colegas de farda, Calos Huerta teria facilitado autorizações para acesso a bases de dados restritos, enquanto Tania Nastri estaria envolvida na suposta liberação de informações estratégicas sobre operações em andamento. A suspeita de favorecimento ocorre em um momento de alta tensão no combate ao crime organizado, quando unidades especializadas da Polícia Civil intensificam operações de inteligência para coibir o avanço de quadrilhas. A corregedoria interna reforçou que todo e qualquer servidor tem o dever de preservar a integridade das investigações, mantendo sigilo absoluto sobre dados sensíveis.
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Especialistas em segurança pública observam que episódios de possível contaminação de órgãos policiais por organizações criminosas representam risco direto à eficácia das ações de repressão. Quando agentes públicos se tornam instrumentos de grupos ilegais, compromete-se não apenas o sucesso de investigações específicas, mas também a confiança da sociedade na instituição. A decisão de afastar Tania Nastri e Calos Huerta atende a protocolos internos que visam garantir transparência e lisura nos processos, além de evitar interferências que possam pôr em xeque a credibilidade da Polícia Civil diante da opinião pública.
O procedimento administrativo instaurado contemple prazos para apresentação de defesa e colheita de provas, permitindo ampla instrução do caso. Até o momento, tanto Tania Nastri quanto Calos Huerta não tiveram acesso liberado a documentos de investigação, como recibos de ligações telefônicas e mensagens eletrônicas, que serão analisados minuciosamente. A corregedoria afirmou, em nota, que trabalha em conjunto com o Ministério Público estadual, fornecendo relatórios diários sobre o andamento das apurações. Enquanto isso, reforça-se o compromisso da Polícia Civil em adotar medidas de controle interno que coíbam práticas que atentem contra a segurança pública.

