
Ambulantes acampam no Parque do Ibirapuera para garantir ponto nos blocos de Carnaval (Foto: Instagram)
Desde a semana anterior ao início oficial do Carnaval, dezenas de ambulantes montam barracas, estendem lonas e organizam respiradores no Parque do Ibirapuera para assegurar um ponto de venda em blocos de rua em São Paulo. A estratégia de acampamento tem sido adotada por vendedores que tentam garantir presença em eventos que atraem milhares de foliões e representam uma oportunidade de geração significativa de renda.
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Os blocos de Carnaval em São Paulo reúnem trios elétricos, bandas de marchinhas e DJs em trajetos que cortam bairros centrais e periféricos da cidade. Esses eventos informais, que se multiplicam na agenda oficial da Prefeitura, oferecem espaço para ambulantes comercializarem bebidas, comidas típicas, adereços e artigos de proteção, como capa de chuva e óculos de sol. A intensa demanda faz com que os pontos de venda mais cobiçados sejam disputados com antecedência.
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O Parque do Ibirapuera, um dos principais espaços públicos de lazer da capital paulista, acaba se transformando em um acampamento improvisado. A localização estratégica, próxima aos principais corredores de blocos e com fácil acesso a transporte público, torna o local ainda mais atraente para quem pretende vender durante a folia. No entanto, a ocupação por ambulantes levanta questões sobre logística, limpeza e segurança na área de preservação ambiental do parque.
Em anos anteriores, a Prefeitura de São Paulo determinou regras para concessão de alvarás temporários a ambulantes nos blocos, mas a distribuição ainda enfrenta reclamações de falta de transparência e demora na autorização. Por isso, muitos vendedores recorrem ao acampamento antecipado como forma de pressionar o poder público e demonstrar comprometimento com a folia. A expectativa é que, uma vez distribuídas as licenças, o tempo de permanência no local seja utilizado para estruturar o comércio e planejar o estoque de produtos.
A presença dos ambulantes acampados também provoca impacto no cotidiano dos moradores próximos ao parque e de frequentadores. Além do aumento no fluxo de pessoas, há necessidade de reforço na limpeza urbana, instalação de banheiros químicos e presença de equipes de segurança para conter possíveis abusos. O acampamento improvisado, embora pontue o espírito de empreendedorismo, pode enfrentar restrições por parte da administração municipal se não houver acordo formal entre as partes envolvidas.
Com a proximidade do Carnaval oficial, previsto para ter início no sábado que antecede a terça-feira de Carnaval, os ambulantes mantêm a vigília diariamente, atentos a possíveis fiscalizações e ao cronograma de liberação dos espaços. Para muitos, garantir um ponto de venda em blocos é garantia de faturamento superior ao de meses inteiros de trabalho em outras atividades informais. A estratégia de acampar no Ibirapuera reflete, portanto, tanto a dinâmica singular do Carnaval de São Paulo quanto a busca por superação de desafios burocráticos.

