
Jacaré monumental em tons terrosos dá vida à Amazônia sem usar verde (Foto: Instagram)
Com o enredo que celebra a riqueza da floresta amazônica, a Gaviões da Fiel encontrou um desafio inédito: representar a exuberância verde sem recorrer à cor que identifica sua grande rival. A proposta levou a comissão de frente e os carnavalescos a repensarem toda a paleta de cores, optando por alternativas que realçam a biodiversidade sem quebrar a regra imposta.
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Para manter a harmonia visual, a Gaviões da Fiel apostou em tons terrosos e nuances de azul, mesclando detalhes em amarelo e laranja para simular a luz do sol que incide sobre as copas das árvores. As fantasias contaram com texturas em tecido metalizado e aplicações em foil para sugerir folhas e raízes, mantendo o realismo sem jamais tocar no verde.
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No desenvolvimento das alegorias, a escola criou painéis com degradês que iam do ocre ao marrom-avermelhado, imitando troncos e cipós, além de estruturas em fibra de coco para evocar o chão da mata. Ornamentações em papel reciclado e materiais sustentáveis reforçaram o compromisso ambiental, conectando o enredo à causa da preservação.
Historiadores e estudiosos do Carnaval lembram que a floresta amazônica já inspirou diversas escolas, mas raramente enfrentou tal limitação cromática. A decisão da Gaviões da Fiel ressalta o caráter competitivo das disputas, em que cada detalhe — da escolha de cor à execução técnica — pode fazer a diferença na apuração.
Com esta estratégia, a Gaviões da Fiel reafirma sua capacidade de inovação, provando que criatividade e criatividade podem andar lado a lado com respeito às tradições do samba. A escola mostrou como escapar de um obstáculo aparentemente intransponível e, ainda assim, oferecer ao público uma visão grandiosa da maior floresta tropical do planeta.

