
Símbolo policial quebrado e punho cerrado: 300 casos de agressão a familiares por policiais em quatro anos (Foto: Instagram)
Nos últimos quatro anos, foram registradas 300 ocorrências em que policiais teriam agredido familiares, o que equivale a um caso a cada cinco dias. Esse número refere-se a denúncias recebidas por canais de ouvidoria e corregedorias internas das corporações estaduais e federais, envolvendo desde lesões leves até agressões mais graves. As ocorrências englobam relatos de violência física, ameaças e constrangimento ilegal, levantando preocupação sobre a saúde mental e os protocolos de controle disciplinar dentro das forças de segurança.
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Em análise preliminar, as agressões se enquadram principalmente no artigo 129 do Código Penal, que trata de lesão corporal, e em infrações administrativas previstas em estatutos militares e leis orgânicas das polícias. A distribuição geográfica dos casos demonstra que eles ocorrem em diferentes estados, sem concentração significativa em uma única unidade federativa. Apesar de o perfil das vítimas variar de cônjuges a filhos e pais, a maioria dos relatos envolve violência doméstica no ambiente domiciliar dos profissionais.
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Especialistas em segurança pública e saúde mental apontam que fatores como estresse ocupacional, rotinas exaustivas e exposição constante à violência podem desencadear crises emocionais entre policiais. Esse contexto, quando somado a dificuldades de convivência familiar, tende a elevar a tensão no lar. Estudos no campo da psicologia indicam que a combinação de pressão profissional e falta de apoio psicológico aumenta o risco de comportamentos agressivos e compromete a dinâmica familiar.
Diante dos episódios, as corregedorias das polícias e as ouvidorias regionais instauram procedimentos investigativos para apurar responsabilidades administrativas e criminais. Nos casos em que a violência atinge o patamar de violência doméstica, aplica-se também a Lei Maria da Penha, assegurando medidas protetivas à vítima e afastamento cautelar do policial. As sanções podem variar de advertência e suspensão até a demissão e processos judiciais.
Para prevenir novas ocorrências, há debates sobre a implantação de programas de formação continuada, focados na gestão de estresse, no fortalecimento da inteligência emocional e no acompanhamento psicológico periódico dos agentes. A integração com serviços de saúde mental e a oferta de canais de denúncia anônima são apontadas como estratégias que podem reduzir índices de violência dentro e fora das instituições policiais.

