
Sobreviventes aguardam resgate em boias laranja em meio a destroços (Foto: Instagram)
Buscas por vítimas do naufrágio ocorrido na sexta-feira (13/2) já cobriram mais de 10 km desde o início da operação, que se estende por três dias em alto-mar. Equipes de mergulho, embarcações de apoio e equipamentos especializados permanecem mobilizados na tentativa de localizar pessoas desaparecidas, vestígios da embarcação submersa e destroços que possam indicar a posição exata do acidente. A extensão percorrida até agora reflete a complexidade de varrer uma área tão ampla, considerando correntes marítimas e profundidade variável do local.
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O trabalho de busca inclui varredura visual da superfície, uso de sonares de varredura lateral e mergulhos de busca subaquática. Navios equipados com sistemas de detecção acústica são posicionados em grades, seguindo padrões pré-estabelecidos para garantir que cada trecho seja examinado com o máximo de precisão possível. A operação envolve, ainda, mergulhadores de resgate treinados e equipes de apoio em navios lançando boias de sinalização em pontos críticos, de modo a facilitar o acesso dos rebocadores especializados.
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As condições meteorológicas e marítimas podem agravar as dificuldades: ventos de moderada intensidade, mar agitado e correntes variáveis dificultam a visibilidade subaquática e atrapalham o trajeto seguro dos navios de resgate. Em razão disso, as embarcações são obrigadas a ajustar constantemente suas rotas, recalculando pontos de busca e estabelecendo áreas prioritárias a cada varredura. Apesar desses obstáculos, todas as equipes seguem protocolos rigorosos para garantir a segurança dos profissionais envolvidos e maximizar as chances de sucesso na localização de vítimas e destroços.
A adoção de procedimentos padronizados de busca e salvamento baseia-se em diretrizes internacionais de navegação e resgate, como as convenções estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO). Tais normas orientam o uso de equipamentos, a formação de currículos de mergulho e a organização de forças-tarefa em operações de grande porte. Além disso, é comum a cooperação entre diferentes agências de resgate, navios mercantes que passam pela região e outras unidades de apoio que somam recursos técnicos, humanos e logísticos.
Historicamente, arquipélagos e zonas costeiras enfrentam desafios semelhantes quando embarcações naufragam a dezenas de quilômetros da costa, seja por falha mecânica, condições climáticas extremas ou erro humano. Em muitos casos, a demora na sinalização do acidente e na mobilização inicial das equipes faz com que a área a ser coberta seja ainda maior. Por isso, a experiência acumulada em operações anteriores se traduz em protocolos cada vez mais eficazes, combinando análise de dados, previsões de correntes e uso de drones aquáticos para mapear com rapidez territórios submersos.

