O cantor João Gomes marcou presença como uma das principais atrações em um camarote instalado na passarela do samba do Marquês de Sapucaí durante a noite de abertura dos desfiles das escolas do Grupo Especial do Carnaval do Rio, no domingo (15/2). A Marquês de Sapucaí, oficialmente conhecida como Sambódromo, é o local onde as grandes baterias, alegorias e fantasias desfilam em busca de reconhecimento. Já o Grupo Especial do Carnaval do Rio agrupa as agremiações mais renomadas, avaliadas por critérios como evolução, harmonia e espirituosidade. Mesmo cumprindo sua agenda profissional em um camarote, o artista pernambucano confessou ter o desejo de viver a folia de dentro das quadras, cruzando o sambódromo a bordo de uma escola de samba.
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“Eu já fico imaginando como deve ser estar ali no meio, sentindo toda aquela vibração. Quem sabe um dia, né? Ia ser uma honra”, declarou João Gomes, ressaltando que a força da bateria o contagia profundamente. Segundo o cantor, a empolgação do público durante o Carnaval é diferente de qualquer outro evento: “É uma energia única, contagiante mesmo, dá para sentir de longe. É uma festa que pulsa no peito de um jeito especial, e ver as histórias dos enredos ganhando vida na avenida, naquele formato grandioso, é simplesmente emocionante.”
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João Gomes também revelou como planeja inserir o ritmo do piseiro em meio às tradições do samba: “O Carnaval carrega uma energia própria muito intensa, então procuro me sintonizar com esse clima. Acelero meu repertório, misturo os compassos do forró e do piseiro com a vibração típica da folia carioca.” Ele explicou ainda que vive um momento especial neste ano, especialmente pela “drilha” que fará em Recife no dia 22, um show gratuito projetado para aproximar sua arte do público local. Para o pernambucano, essa conexão fortalece o intercâmbio cultural entre Pernambuco e os demais estados durante o período carnavalesco.
Segundo João Gomes, a estratégia para manter o público animado envolve pequenas surpresas e muita interação: “Gosto de subir no palco e estar junto com o povo. É fundamental ter músicas que façam cantar alto, que causem vontade de dançar e, ao mesmo tempo, emocionem. O Carnaval é intensidade, é conexão. Quero que cada pessoa se sinta parte desse momento comigo.” Dessa forma, o cantor pretende usar sua popularidade e seu estilo para criar uma experiência única, fundindo elementos tradicionais do samba com sua identidade musical nordestina.

