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Pesquisa com 370 mil pessoas associa alteração metabólica, mesmo sem diabetes, a tumores de mama, cólon e pâncreas

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Pessoa aplicando sensor de monitoramento contínuo de glicose no braço (Foto: Instagram)

Uma pesquisa envolvendo cerca de 370 mil participantes revelou que alterações no metabolismo da glicose podem aumentar o risco de tumores de mama, cólon e pâncreas mesmo na ausência de diagnóstico de diabetes. O estudo apontou que marcadores como resistência à insulina e níveis de glicemia em jejum acima do usual, ainda que sem atingir os critérios para diabetes, apresentam relação estatística com o desenvolvimento dessas neoplasias.

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No levantamento, os pesquisadores avaliaram indicadores metabólicos coletados em exames de rotina e acompanharam os voluntários por vários anos para verificar a incidência de câncer. Foram considerados resultados acima dos parâmetros de normalidade em testes de glicemia, insulina e índice HOMA-IR, que reflete a sensibilidade do organismo à ação da insulina. Mesmo entre indivíduos sem histórico de diabetes, aqueles com valores alterados apresentaram taxas superiores de tumores malignos nas regiões mamária, colorretal e pancreática em comparação aos que mantinham marcadores normais.

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Os resultados indicam que o desequilíbrio metabólico, ainda em níveis considerados subclínicos, pode ter impacto direto na proliferação celular e na progressão de tumores. Pesquisas anteriores já haviam relacionado diabetes tipo 2 e síndrome metabólica a maior risco oncológico, mas este estudo é um dos primeiros a demonstrar a ligação mesmo em fases iniciais de disfunção glicêmica. Os autores ressaltam que a alteração contínua de glicose e insulina no sangue pode promover sinais inflamatórios e estimular vias de crescimento celular envolvidas na carcinogênese.

Para explicar esse vínculo, os cientistas destacam o papel do hormônio insulina e de fatores de crescimento do tipo IGF (Insulin-like Growth Factor), que, quando elevados, podem favorecer a multiplicação de células com mutações genéticas. Além disso, os episódios recorrentes de glicemia elevada podem desencadear estresse oxidativo e processos inflamatórios crônicos, elementos já associados a um ambiente propício para o surgimento e crescimento de tumores.

Do ponto de vista clínico, a implicação prática do estudo é reforçar a importância do monitoramento regular de marcadores metabólicos, mesmo em pacientes sem diagnóstico de diabetes. Medidas preventivas, como mudanças no estilo de vida, alimentação equilibrada e prática de atividade física, podem reduzir a resistência à insulina e manter os níveis de glicose sob controle, potencialmente diminuindo a probabilidade de desenvolvimento de tumores associados.

Embora evidencie uma correlação estatística relevante, o levantamento possui limitações comuns a estudos observacionais, como a impossibilidade de estabelecer relação de causa e efeito de forma definitiva. Por isso, os autores recomendam a realização de pesquisas adicionais, incluindo ensaios clínicos e análises moleculares, para aprofundar a compreensão dos mecanismos biológicos e confirmar se intervenções direcionadas à normalização metabólica conseguem, de fato, prevenir o aparecimento de cânceres de mama, cólon e pâncreas.

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