
Senador do PL recorre ao TSE contra desfile que homenageou Lula (Foto: Instagram)
O senador eleito pelo PL anunciou que vai acionar o Tribunal Superior Eleitoral em razão do desfile de Carnaval que homenageou Lula na Avenida do Samba. Na avaliação dele, a apresentação configura uso indevido de imagem e propaganda antecipada em período eleitoral, uma vez que a festa ocorreu em data próxima à definição de cargos públicos. A iniciativa busca avaliar se houve violação de normas que regulamentam a exposição de figuras políticas em eventos festivos com grande visibilidade nacional.
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Outro ponto ressaltado pelo senador eleito pelo PL é a forma como o enredo da escola de samba abordou a trajetória de Lula, ex-presidente e figura pública em destaque no cenário político brasileiro. A apuração pretende identificar se o conteúdo do desfile ultrapassou o limite do que é considerado celebração cultural e se passou a ser usado como meio de promoção política dentro do período que impede manifestações eleitorais antecipadas. O cerne da questão gira em torno da distinção entre liberdade artística e propaganda eleitoral.
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O Partido Liberal (PL) conquistou diversas cadeiras no Senado nas eleições mais recentes, e a atuação desse senador eleito pelo PL tem sido acompanhada de perto pela imprensa. A legenda sempre buscou consolidar sua base de apoio em diferentes regiões do país, e a decisão de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral reflete a preocupação com o cumprimento rigoroso da legislação que regula campanhas e manifestações públicas. O parlamentar argumenta que o desfile beneficiou diretamente a imagem de Lula, potencialmente influenciando eleitores fora do período legal permitido.
Segundo especialistas em direito eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral possui competências para avaliar situações em que figuras públicas aparecem em eventos culturais de grande repercussão. A corte já analisou casos semelhantes em anos anteriores, quando blocos, trios elétricos e outras festas populares trouxeram homenagens a políticos, gerando questionamentos sobre a legalidade do material distribuído ou mostrado ao público. A decisão do TSE costuma levar em conta o contexto, o público-alvo e o caráter espontâneo ou ordenado da exaltação à figura.
No histórico recente, desfiles de Carnaval com menções a lideranças políticas geraram instabilidade sobre os limites entre cultura e marketing eleitoral. O senador eleito pelo PL entende que o episódio na Sapucaí ultrapassou essa linha tênue, pois envolveu patrocínio de empresas privadas e teve grande repercussão em redes sociais e emissoras de televisão. A legislação brasileira proíbe qualquer ato que configure antecipação de campanha, e é esse conceito que fundamenta o pedido de análise junto ao Tribunal Superior Eleitoral.
O próximo passo será o protocolo formal da representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral, que poderá abrir um processo administrativo para examinar se houve crime eleitoral ou irregularidade na propaganda. Caso a corte considere que a exibição da homenagem a Lula constituiu veiculação de propaganda ilegal, podem ser aplicadas sanções ao responsável pela escola de samba e eventuais partidos ou apoiadores. A expectativa é que o TSE se posicione em até algumas semanas, definindo se o desfile configura infração e quais providências devem ser adotadas para coibir situações semelhantes em festividades futuras.

