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Iniciativa transformará cinzas em adubo para espécies nativas no Jardim BioParque Memorial

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Equipe do Jardim BioParque Memorial visita pilha de compostagem para transformar cinzas em adubo (Foto: Instagram)

O Jardim BioParque Memorial lançou um programa pioneiro que converte cinzas humanas e de animais cremados em adubo orgânico, voltado especificamente para o cultivo e a restauração de espécies nativas. A proposta visa reaproveitar os resíduos resultantes de procedimentos de cremação, reduzindo o impacto ambiental e promovendo a conservação da flora regional. A matéria-prima obtida no processo de compostagem enriquecerá canteiros com nutrientes essenciais, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas e para o fortalecimento da biodiversidade local.
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Para transformar cinzas em adubo, o Jardim BioParque Memorial emprega uma técnica de compostagem controlada, na qual as cinzas são misturadas a fontes de carbono e nitrogênio, como restos de poda e palha. O processo ocorre em pilhas aeradas, com reviramento periódico para garantir a oxigenação e a atividade de microrganismos decompositores. Após um período de maturação de cerca de três a seis meses, é realizada a análise química e microbiológica do composto, conferindo parâmetros como pH, teor de fósforo, potássio, cálcio e matéria orgânica. O adubo resultante apresenta características adequadas ao cultivo de mudas e ao enriquecimento do solo em áreas de reflorestamento.
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O projeto do Jardim BioParque Memorial insere-se em uma tendência global de economia circular, na qual materiais antes descartados ganham novos usos que beneficiam o meio ambiente. Iniciativas semelhantes têm sido adotadas em cemitérios ecológicos, onde urnas biodegradáveis e métodos sustentáveis buscam reduzir a pegada de carbono associada aos rituais funerários. A integração entre serviços de cremação e programas de reflorestamento permite uma abordagem simbólica e prática: a cinza de entes queridos passa a nutrir a vida vegetal, criando um elo afetivo e ecológico.

Aplicar cinzas como adubo demanda cuidados específicos para evitar toxidez e desequilíbrios no solo. Por isso, o Jardim BioParque Memorial estabeleceu protocolos rígidos de coleta, transporte e processamento. As cinzas são acondicionadas em recipientes fechados, esterilizadas termicamente e submetidas a dosagens padronizadas. Durante a compostagem, são monitorados bolor, odores e temperatura, garantindo a eliminação de patógenos. Após a conclusão do ciclo, o adubo segue para viveiros próprios, onde é utilizado no cultivo de espécies como ipê, pau-brasil, quaresmeira e outras nativas da Mata Atlântica.

A utilização de adubo à base de cinzas reforça a valorização de espécies endêmicas e a recuperação de fragmentos florestais. Espécies nativas desempenham papel crucial na manutenção de cadeias alimentares, na conservação de solo e água, além de abrigarem fauna local. Ao direcionar recursos para esse tipo de nutrição vegetal, o Jardim BioParque Memorial contribui para a restauração de corredores ecológicos, fortalecendo o serviço ambiental que as matas exercem, como regulação do clima e suporte à biodiversidade.

Esse modelo de aproveitamento pode servir de referência para cemitérios, crematórios e parques memorialísticos em outras localidades. A expectativa do Jardim BioParque Memorial é ampliar parcerias com prefeituras, universidades e ONGs, disseminando o protocolo de compostagem de cinzas como estratégia de restauração ecológica. Além disso, pretende-se promover workshops, capacitando técnicos e familiares a entenderem o processo e seu valor socioambiental, reforçando a ideia de que o ciclo da vida segue em contínuo renascimento.

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