
Cliente insere fio de cabelo no próprio prato para suposto golpe e se recusa a pagar (Foto: Instagram)
Um estabelecimento comunicou à polícia que um cliente teria inserido um fio de cabelo em seu próprio prato com a intenção de não efetuar o pagamento da conta. Segundo os responsáveis pelo local, ao identificar o suposto objeto estranho no alimento, foi constatado que ninguém da cozinha havia tido contato prévio que justificasse a presença do fio. Diante da suspeita de golpe, a direção do estabelecimento registrou boletim de ocorrência para que as autoridades apurassem o caso.
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De acordo com o relato dos funcionários, o cliente negou-se a pagar o valor consumido e deixou o local antes de haver acordo. A equipe afirma ter tentado conversar amigavelmente e oferecer alternativas para resolver o incidente, mas sem sucesso. Com isso, o registro na polícia local se tornou a única saída para documentar oficialmente a situação e buscar responsabilização pelo suposto crime de fraude.
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Casos em que consumidores alegam contaminação de alimentos para evitar pagamento não são inéditos e podem configurar crime de estelionato, previsto no Código Penal. A tipificação ocorre quando há intenção de obter vantagem ilícita por meio de fraude, prejudicando o fornecedor do serviço ou produto. Em situações desse tipo, a comprovação da autoria e da intenção dolosa é fundamental para o avanço das investigações.
Ao receber a queixa, a polícia costuma realizar diligências que incluem a recolha de provas, oitiva de testemunhas e, se possível, perícia técnica no alimento. Esses procedimentos buscam verificar a veracidade da alegação e identificar quem inseriu o objeto estranho. Em geral, câmeras de segurança e depoimentos de funcionários auxiliam a esclarecer se o incidente foi proposital ou decorrente de falha no manuseio.
A denúncia também alerta outros estabelecimentos para a necessidade de documentos, como notas fiscais e relatórios internos, que podem comprovar o consumo real e o procedimento adotado após o suposto golpe. Esses registros facilitam o trabalho policial e servem como base para eventuais ações judiciais ou reclamações em órgãos de defesa do consumidor.
Espera-se que, após a conclusão das investigações, a polícia determine se haverá indiciamento por estelionato ou se o caso será arquivado por falta de provas. Enquanto isso, o estabelecimento segue monitorando o atendimento aos clientes, reforçando medidas de controle de qualidade e higiene para evitar contaminações reais e resguardar sua imagem junto ao público.


