
Rodrigo Pacheco e Aécio Neves articulam aliança para 2026 em Minas Gerais (Foto: Instagram)
O senador Rodrigo Pacheco (PSD), que se coloca como pré-candidato ao governo de Minas Gerais, tem intensificado conversas com o ex-governador Aécio Neves (PSDB) em busca de uma aliança para as eleições de 2026 no estado. A articulação visa unir forças entre PSD e PSDB para fortalecer a chapa majoritária, combinando a popularidade do presidente do Senado com a experiência política de Aécio Neves.
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A costura política entre PSD e PSDB não é inédita em Minas Gerais. Nas últimas duas décadas, as legendas já compartilharam coligações em disputas estaduais, formando blocos com o objetivo de ampliar a base de apoio no interior e na capital. Para Rodrigo Pacheco, que ganhou destaque nacional ao assumir a presidência do Senado Federal, o apoio de Aécio Neves representa não apenas a consolidação de um nome tradicional do mineirismo, mas também o aporte de lideranças tucanas em municípios estratégicos.
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O cenário eleitoral de 2026 em Minas Gerais já se desenha com forte polarização regional. Questões como segurança pública, desenvolvimento de infraestrutura, saúde e gestão hídrica figuram entre os principais desafios do estado. Nesse contexto, a aliança entre Rodrigo Pacheco e Aécio Neves busca demonstrar equilíbrio entre renovação política e experiência administrativa, unindo a imagem de modernização do Senado com a tradição tucana no comando estadual.
Rodrigo Pacheco tem trajetória marcada pela atuação no Ministério Público de Minas Gerais antes de chegar ao Senado em 2018. À frente da presidência da Casa Legislativa, em 2021, foi responsável por conduzir votações de grande repercussão nacional, o que elevou seu perfil político. Na campanha de 2026, pretende destacar sua experiência em Brasília e o compromisso com pautas como reforma administrativa, combate à corrupção e estímulo ao empreendedorismo regional.
Aécio Neves, por sua vez, acumulou dois mandatos como governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010, período em que investiu em ampliação de rodovias, expansão de hospitais e programas sociais voltados ao interior. Após a passagem pelo Palácio da Liberdade, e tendo exercido cargo de senador, manteve influência significativa dentro do PSDB estadual. Sua adesão à pré-candidatura de Rodrigo Pacheco reforça o projeto de manter o PSDB competitivo e com papel ativo na definição de políticas públicas em Minas Gerais.
Para as lideranças locais de PSD e PSDB, a aliança pode ajudar a unificar setores antes fragmentados, reduzindo a dispersão de votos em pleitos majoritários. Em convenções partidárias, a expectativa é costurar acordos regionais que favoreçam a chapa unificada, sob o argumento de que a cooperação entre as siglas pode superar barreiras impostas pelas mudanças recentes na legislação eleitoral, como o fim das coligações proporcionais.
Historicamente, Minas Gerais se destaca por eleger governadores que combinam nomes de forte apelo regional e alianças amplas. Exemplos recentes mostram que pactos entre legendas de centro e centro-direita podem consolidar maiorias no Legislativo estadual e garantir governabilidade. A negociação entre Rodrigo Pacheco e Aécio Neves acompanha essa tradição de buscar coalizões que equilibrem juventude, experiência e capilaridade política nos 853 municípios mineiros.
A definição formal da chapa deverá ocorrer até o início do próximo ano, quando partidos deverão registrar candidaturas junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. Até lá, Rodrigo Pacheco e Aécio Neves mantêm interlocuções com prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias, procurando afinar programas e promessas de campanha que reflitam as demandas locais e reforcem a imagem de união em prol do desenvolvimento do estado.


