
Ministro André Mendonça com a equipe da Polícia Federal no STF para monitorar o Caso Master (Foto: Instagram)
Na última segunda-feira, André Mendonça se reuniu com a equipe da Polícia Federal para avaliar o estágio atual das apurações relacionadas ao Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro, realizado no anexo do STF, teve como objetivo principal facilitar o intercâmbio de informações entre a autoridade máxima do Judiciário e os agentes responsáveis pela investigação criminal. A iniciativa faz parte de um esforço para assegurar maior transparência e agilidade no avanço dos trabalhos sobre o Caso Master, que envolve apurações de grande relevância nacional.
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Durante a audiência, André Mendonça recebeu o relatório preliminar preparado pela Polícia Federal e solicitou esclarecimentos detalhados sobre as etapas já concluídas e os próximos passos para a conclusão das diligências. A Polícia Federal apresentou cronogramas de diligências, audiências e provas periciais coletadas até o momento, além de apontar eventuais obstáculos metodológicos. André Mendonça ressaltou a importância de cada fase ser documentada com rigor e exigiu que todos os materiais sigilosos sejam encaminhados ao gabinete do ministro-relator para análise imediata.
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O Caso Master teve sua origem em indícios de fraudes complexas que atingiriam diferentes esferas da administração pública, contando com suspeitas de desvios de recursos e uso de empresas de fachada. Desde que o relator determinou o compartilhamento das investigações com a Polícia Federal, houve diversas operações de busca e apreensão, além de depoimentos colhidos sob compromisso de sigilo. O Supremo Tribunal Federal acompanha de perto cada etapa investigativa para garantir que eventuais ilegalidades sejam coibidas e que os responsáveis sejam responsabilizados após a conclusão do processo.
O STF tem competência constitucional para julgar autoridades com foro privilegiado e supervisionar procedimentos criminais que envolvam complexidade e interesse nacional. No Caso Master, a Corte atua não apenas como instância recursal, mas também como órgão supervisor da condução das investigações. Cabe ao relator do processo analisar pedidos de medidas cautelares, que vão desde quebra de sigilo bancário até ordens de prisão temporária ou preventiva, além de homologar provas produzidas pela Polícia Federal.
A Polícia Federal, por sua vez, é o órgão central de investigação criminal da União, responsável por apurar crimes que extrapolam fronteiras estaduais ou envolvem agentes federais. Estruturada em delegacias especializadas, a instituição conta com equipes de inteligência, peritos e delegados que conduzem inquéritos complexos como o Caso Master. A colaboração direta com o STF potencializa a transparência e assegura que todos os procedimentos legais sejam rigorosamente observados até a apresentação de um relatório final.
Com o encontro finalizado, André Mendonça deve acompanhar o envio de novos documentos e pedidos de diligência pela Polícia Federal nas próximas semanas. A expectativa é que, após a consolidação das provas, o relator do Caso Master no STF profira decisões sobre arquivamentos ou represente denúncias à Procuradoria-Geral da República. Esse fluxo de trabalho reforça o compromisso das instituições envolvidas com a legalidade e o devido processo público.


