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Consultorias estimam reajustes tarifários de 7,6% a quase 10%, dependendo da região; reservatórios em baixa pioram cenário

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Contas de luz em meio a projeções de reajuste por crise hídrica (Foto: Instagram)

Consultorias do setor elétrico projetam que os reajustes tarifários de energia elétrica para as próximas revisões regulatórias devem ficar entre 7,6% e quase 10%, conforme a região do país. Esse impacto mais elevado tem relação direta com o nível historicamente baixo dos reservatórios das usinas hidrelétricas, o que pressiona a necessidade de geração termelétrica e, consequentemente, eleva os custos de produção.

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A estimativa considera diferenças de matriz de geração entre as principais regiões: Sudeste e Centro-Oeste, que concentram maior capacidade hidrelétrica, podem registrar aumentos mais moderados na faixa de 7,6%. Já Norte, Nordeste e Sul, com reservatórios em níveis mais críticos, tendem a enfrentar reajustes próximos a 10%. O cenário de “água curta” obriga o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a acionar termelétricas de maior custo marginal, encarecendo o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e impactando diretamente as tarifas cobradas pelas distribuidoras aos consumidores finais.

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Esse movimento de reajuste está relacionado ainda ao uso intensificado de termelétricas a gás natural e diesel, que entram em operação quando os reservatórios das hidrelétricas não oferecem garantia mínima de suprimento. Como a tarifa média de geração termelétrica é mais elevada, o custo de serviço chega às distribuidoras através dos contratos regulados e, depois, é repassado ao consumidor final. Além disso, as bandeiras tarifárias permanecem acionadas em patamares mais altos, refletindo despesas variáveis que oneram a conta de luz mensal.

Historicamente, o Brasil já passou por crises hídricas que influenciaram reajustes tarifários, como em 2001, durante o racionamento de energia, e em 2014, com níveis baixos nos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste. Desde então, mecanismos como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a contratação de garantia firme de energia (GFF) foram aprimorados para mitigar riscos. No entanto, a fragilidade hídrica dos últimos meses reativa discussões sobre revisão do modelo de contratação e eventual aporte adicional de recursos públicos para amortecer o impacto no bolso do consumidor.

Para definir os percentuais finais, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) analisará as revisões tarifárias dos contratos de concessão e os indicadores hidrológicos divulgados pelo ONS. A partir desses dados, serão estabelecidas as novas tarifas de uso do sistema de distribuição (TUSD) e de geração (TE), que compõem a fatura de luz. O cronograma de revisão varia conforme o ciclo de cada distribuidora, mas é esperado que a maioria das atualizações ocorra ainda no primeiro semestre.

Em síntese, as consultorias apontam que a combinação de reservatórios em níveis críticos, acionamento mais frequente de termelétricas e reajustes das bandeiras tarifárias tende a resultar em aumentos expressivos nas contas de luz em todas as regiões. Consumidores residenciais e de baixa tensão devem sentir a elevação nas faturas, enquanto segmentos industriais e comerciais, que negociam tarifas em blocos de horas, podem adotar estratégias de gestão de demanda para amenizar os efeitos.

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