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Entregas por aplicativo estariam atrapalhando comercialização tradicional e geram alerta a lideranças regionais do crime

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Líderes do crime planejam reajuste logístico após apps de entrega reduzirem lucro no tráfico (Foto: Instagram)

Entregas por aplicativos de serviços estariam prejudicando a comercialização tradicional de produtos ilícitos e motivaram uma denúncia que, por sua vez, resultou em uma mensagem destinada às lideranças regionais do crime. O avanço do modelo de logística rápida vem ganhando espaço não apenas no mercado formal, mas também no comércio paralelo, provocando adaptações na cadeia de distribuição de substâncias ilegais.
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A popularização de aplicativos de entrega transformou o comércio de bens e serviços ao facilitar o pedido e o recebimento em poucos minutos. No mercado legal, restaurantes, farmácias e mercearias passaram a operar com um alcance muito maior, reduzindo custos operacionais e ampliando a base de clientes. Essa eficiência, por consequência, acabou sendo observada por grupos envolvidos em atividades ilícitas, que enxergaram no modelo a oportunidade de agilizar a movimentação de mercadorias fora da lei.
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No universo paralelo do crime organizado, a entrega direta aos consumidores finais reduz a necessidade de pontos de venda fixos ou de intermediários, encurtando o tempo entre o pedido e a entrega. Isso provoca uma competição ainda maior por territórios e fatias de mercado, interferindo no modelo tradicional de comercialização que, até então, dependia de uma rede de distribuidores locais ou “bocas de fumo”. A descentralização do ponto de venda também dificulta ações de monitoramento e de repressão por parte das autoridades públicas.

A denúncia recebida aponta que a agilidade e a conveniência oferecidas por novas plataformas de entrega têm provocado queda nos lucros de quem atua pelas vias convencionais, gerando insatisfação entre quadrilhas e facções. Diante desse cenário, líderes regionais do crime decidiram enviar uma comunicação interna para sinalizar a necessidade de ajustar suas operações logísticas e recuperar o controle das rotas tradicionais de distribuição.

Historicamente, o tráfico de entorpecentes se valia de uma estrutura hierarquizada, com hierarquia bem estabelecida entre produtores, atravessadores, distribuidores e usuários finais. Com a popularização de aplicativos de entrega, entretanto, surgiram formas de atuação mais flexíveis, em que “entregadores” terceirizados podem transportar pequenas quantidades sem chamar a atenção, diluindo riscos e reduzindo a quantidade de produtos estocados em pontos fixos.

Sob o ponto de vista técnico, a integração de sistemas de mensagens criptografadas, pagamentos em criptomoedas e rastreamento por GPS vem tornando o processo ainda mais sofisticado. Essas ferramentas permitem que as quadrilhas façam negociações rápidas, com menor possibilidade de interceptação pelas forças de segurança. Por outro lado, a adoção de tecnologia também expõe essas organizações à análise de dados e ao desenvolvimento de estratégias de combate mais direcionadas.

A comunicação enviada às lideranças regionais do crime traz orientações para reequilibrar o mercado paralelo, sugerindo variação de rotas, uso de pontos de entrega móveis e maior controle sobre a base de “entregadores” associados. O recado interno reforça o impacto que as entregas por aplicativo vêm tendo no panorama do crime organizado e sinaliza que haverá movimentações estratégicas para retomar o modelo de comercialização mais tradicional.

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