
Passageiros fogem em pânico por terminal de aeroporto durante novo surto de violência no México (Foto: Instagram)
México enfrenta uma escalada de ataques e confrontos desde que autoridades confirmaram a morte do narcotraficante “El Mencho” neste domingo, 22 de fevereiro. Relatos de bloqueios em estradas, emboscadas contra patrulhas policiais e tiroteios em áreas urbanas se multiplicaram, colocando moradores em alerta máximo. A ausência repentina do líder gerou um vácuo de poder e estimulou facções rivais a disputarem território. Governos federal e estaduais já destacaram reforços da Guarda Nacional para tentar conter o avanço da violência e restaurar a ordem, mas a população permanece apreensiva com os eventos das últimas horas.
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O apelido “El Mencho” se tornou sinônimo de uma das lideranças mais temidas do crime organizado mexicano ao longo da última década. Especialistas em segurança pública recordam que ele manteve uma forte rede de distribuição de entorpecentes e recursos ilegais, desafiando repetidamente operações policiais. Apesar de informações conflitantes sobre o dia exato de sua morte, fontes governamentais garantem que a autópsia confirmou a identidade de “El Mencho” e descartou qualquer possibilidade de fuga ou simulação. A confirmação oficial ocorreu após longa caçada internacional, convertendo sua eliminação em um evento simbólico para o combate ao narcotráfico.
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Analistas de defesa apontam que, historicamente, a retirada abrupta de um chefe de alto escalão costuma ser seguida de uma fase de tumulto interno nos grupos criminosos. Fontes policiais mencionam que diversas regiões do país já registraram postos de checagem clandestinos erguidos por milícias para extorquir motoristas e comerciantes. Canais de comunicação local informam sobre motociclistas armados bloqueando vias principais e exigindo pagamento de pedágio ilegal, o que evidencia a tentativa de facções menores de ganhar notoriedade após a queda de “El Mencho”. Essa fragmentação muitas vezes dificulta ações de inteligência e reduz a eficácia de operações tradicionais contra o crime.
Em resposta, o governo federal acionou a Defesa Nacional e autorizou patrulhas mistas em rotas estratégicas de transporte público e cargas industriais. Secretários de Segurança de diversos estados reforçaram o efetivo de agentes em centros urbanos e limítrofes a rodovias, adotando táticas de saturação local para inibir ataques repentinos. Observadores ressaltam, porém, que a mudança na cúpula do crime organizado pode prolongar o período de instabilidade por várias semanas, até que surjam novos líderes ou acordos de paz tácitos. Até lá, moradores das áreas mais afetadas têm recorrido a medidas de precaução, como redução de saídas noturnas e organização de grupos de vigília comunitária.


