
Petróglifos indígenas registram o Sol e o ciclo da água (Foto: Instagram)
Arqueólogos estimam que os petróglifos gravados em uma rocha apresentam símbolos que conectam o Sol, os ciclos da água e os ancestrais dos povos indígenas. A descoberta foi feita em uma formação rochosa que exibe desenhos ricamente detalhados, sugerindo que esses registros visuais foram criados para registrar fenômenos naturais e rituais de passagem ligados à tradição ancestral. Conforme as primeiras análises, as marcas apontam para momentos de observação solar e práticas de subsistência vinculadas às estações do ano por comunidades pré-coloniais.
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Os estudiosos envolvem equipes multidisciplinares, incluindo especialistas em arqueoastronomia, etnografia e geologia, para compreender o significado exato dos símbolos. A proposta inicial é de que as figuras solares coincidam com pontos de luz em dias de solstício e equinócio, enquanto os desenhos relacionados à água comunicam a importância das chuvas e do fluxo dos rios para a agricultura de subsistência. Além disso, há indícios de que esses registros visuais tenham sido um meio de transmissão de conhecimento às novas gerações dos povos indígenas.
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O estudo dos petróglifos remete a práticas ancestrais de interpretação celeste, comuns em várias regiões do mundo, quando populações sem calendário escrito construíam representações na pedra para demarcar ciclos agrícolas e sociais. No caso analisado, os especialistas enfatizam que a união entre o astro-rei e a água é um tema recorrente na cosmologia de grupos indígenas que habitavam a região. A observação desse tipo de arte rupestre ajuda a compreender a forma como esses povos indígenas conceituavam o universo em suas próprias narrativas mitológicas.
A dimensão simbólica do Sol, presente em quase todas as culturas ancestrais, também reflete um ponto de manutenção de ordem natural. Em muitos sistemas de crença indígenas, o Sol regula o tempo de plantio e colheita, definindo as épocas de caça e de coleta de frutos. A representação desse astro, combinada com registros de chuva, indica o conhecimento aprofundado que os povos indígenas possuíam sobre as variações climáticas e sua relação direta com o abastecimento de água, fundamental para a sobrevivência.
Por fim, essa descoberta reforça a necessidade de preservar sítios arqueológicos que contenham registros petroglíficos. Eles são testemunhos valiosos das técnicas de comunicação e da memória coletiva dos povos indígenas, cujo legado se estende por milênios. A análise contínua desses símbolos contribui para a valorização das tradições indígenas, permitindo reconstruir aspectos sociais, econômicos e espirituais dessas populações. Além disso, tais estudos ampliam a compreensão geral sobre as práticas pré-históricas de observação astronômica e gestão ambiental, destacando o papel central que o Sol e o ciclo da água desempenhavam na vida cotidiana de comunidades ancestrais.


