
Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em Brasília (Foto: Instagram)
O Brasil assinou nesta quinta-feira um novo comunicado de condenação a Israel pela ocupação irregular da Cisjordânia. O documento, divulgado pelo governo brasileiro, classifica como ilegal a manutenção de assentamentos em território palestino e exige o imediato fim das práticas que contrariam o direito internacional. Brasil, Israel e Cisjordânia voltam a aparecer em destaque em um posicionamento oficial, reforçando o compromisso brasileiro com a defesa da legalidade e dos direitos humanos na região.
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Segundo a nota oficial, a ocupação de áreas na Cisjordânia por Israel viola princípios básicos do direito internacional humanitário, em especial as normas que proíbem a tomada de território por meio de força. O texto enfatiza que tais ações intensificam o sofrimento da população civil, agravam as tensões locais e dificultam negociações de paz. O Brasil reafirma ainda a necessidade de retomar o diálogo entre israelenses e palestinos sem condições prévias.
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O comunicado brasileiro também relembra que a ocupação da Cisjordânia teve início após o conflito conhecido como Guerra dos Seis Dias, em 1967. Desde então, dezenas de assentamentos foram instalados em áreas reivindicadas pelos palestinos. A ONU classifica essa ocupação como ilegal e já emitiu múltiplas resoluções pedindo a retirada de colonos e forças militares de regiões civis. O Brasil, ao subscrever o novo posicionamento, reforça sua adesão a esses princípios estabelecidos em convenções internacionais.
Em termos históricos, a Cisjordânia sempre foi tida como parte integrante de um futuro Estado palestino, conforme acordos de paz e diretivas de organismos multilaterais. Logo após 1967, intervenções diplomáticas buscaram criar zonas autônomas e cessar-fogos, mas a expansão de assentamentos impôs obstáculos à viabilidade de duas nações independentes convivendo lado a lado. O Brasil destaca que a prática atual de Israel retira direitos fundamentais de milhares de moradores locais.
Do ponto de vista legal, a nota menciona que a construção de habitações em território estrangeiro sem consentimento viola a Quarta Convenção de Genebra, que protege populações em tempos de ocupação. Além disso, cita princípios básicos da Carta das Nações Unidas, que proíbe a aquisição de território pela força. O governo brasileiro entende que somente o respeito estrito a essas normas pode criar clima favorável a negociações de longo prazo na região.
O comunicado também sublinha os impactos humanitários: famílias deslocadas, restrições de circulação, acesso limitado a serviços essenciais e tensões crescentes que alimentam ciclos de violência. A reversão dessas condições, segundo o texto, passa pela retirada gradual de assentamentos e reinício de conversas mediadas por terceiros. O Brasil, ao lado de outros países signatários, defende a urgência de medidas concretas para melhorar o cotidiano das comunidades afetadas.
Por fim, o posicionamento oficial reafirma o apoio do Brasil a uma solução de dois Estados, com fronteiras baseadas nas linhas anteriores a 1967 e garantias de segurança para israelenses e palestinos. A iniciativa demonstra como o país busca equilibrar posturas de condenação ao que considera ilegalidades e o estímulo ao diálogo político. Brasil, Israel e Cisjordânia permanecem no centro de atenções, enquanto se procuram caminhos diplomáticos para pôr fim a um dos conflitos mais longos do Oriente Médio.


