
Imagem 3D do pâncreas humano com destaque aos ductos pancreáticos (Foto: Instagram)
A gastroenterologista Elaine Moreira ressalta que reconhecer cedo os indícios de um possível comprometimento do pâncreas pode fazer diferença no diagnóstico e no tratamento. Segundo a médica, muitos pacientes desconhecem a importância desse órgão responsável pela produção de enzimas digestivas e hormônios que regulam o nível de glicose no sangue. A identificação precoce de sintomas sutis, associada a exames de imagem e laboratoriais, oferece uma janela de oportunidade para intervenções menos invasivas e com melhores prognósticos.
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O pâncreas atua de forma dupla: como glândula exócrina, libera enzimas essenciais para a digestão de gorduras, proteínas e carboidratos; e como glândula endócrina, produz insulina e glucagon para o equilíbrio glicêmico. Elaine Moreira enfatiza que quaisquer alterações em sua função podem desencadear manifestações clínicas que, se desconsideradas, evoluem para condições mais graves, como pancreatite crônica ou até câncer de pâncreas. A complexidade anatômica e o papel crítico desse órgão tornam a vigilância médica ainda mais relevante.
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Entre os sintomas de alerta, a gastroenterologista Elaine Moreira cita dor abdominal superior que pode irradiar para as costas, associada a náuseas e vômitos. A sensação de plenitude gástrica após refeições leves e a presença de fezes gordurosas ou de cor acinzentada indicam má digestão de lipídeos, sugerindo redução da secreção enzimática. Além disso, episódios de diarreia persistente e desconforto abdominal frequente não devem ser ignorados, pois podem sinalizar inflamação ou obstrução dos ductos pancreáticos.
Outros sinais descritos por Elaine Moreira envolvem flutuações nos níveis de glicemia, hiperglicemia ou hipoglicemia recorrentes, mesmo em pessoas sem histórico prévio de diabetes. A perda de peso involuntária, a fadiga crônica e alterações nos exames de sangue, como elevação das enzimas amilase e lipase, também são indicadores importantes. A interpretação adequada desses resultados, em conjunto com exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada, orienta o plano terapêutico.
Para prevenir o agravamento de eventuais disfunções pancreáticas, a especialista Elaine Moreira recomenda a adoção de hábitos saudáveis: manter uma dieta balanceada com baixo teor de gorduras saturadas, praticar atividade física regularmente, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e abandonar o tabagismo. A hidratação adequada e o acompanhamento médico periódico, principalmente em indivíduos com histórico familiar de doenças pancreáticas, reforçam a estratégia de detecção precoce.


