
Anéis Olímpicos reforçam o alerta sobre o impacto climático no esporte (Foto: Instagram)
As mudanças climáticas estão transformando diversos aspectos do cotidiano, e o universo esportivo não escapa desse processo. Com o aumento das temperaturas médias, padrões meteorológicos alterados e eventos extremos cada vez mais frequentes, atletas, treinadores e organizadores precisam repensar estratégias de treinamento e de realização de competições. A adaptação a esses novos cenários se torna imprescindível para garantir a segurança, a performance e a viabilidade de provas em diferentes modalidades esportivas.
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A elevação contínua dos termômetros impõe riscos diretos à saúde de quem pratica atividades ao ar livre. Em provas de longa distância, como maratonas e triatlos, o calor excessivo pode levar à desidratação, ao aumento da frequência cardíaca e, em casos graves, ao estresse térmico. Já em esportes de inverno, o degelo acelerado tem reduzido a quantidade de neve natural disponível, obrigando a instalação de sistemas caros de neve artificial ou até mesmo o cancelamento de etapas em regiões menos preparadas para essas alterações no regime de frio.
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As mudanças nos padrões de precipitação também têm impacto direto em instalações esportivas. Chuvas intensas podem inundar campos de futebol, pistas de atletismo e quadras ao ar livre, além de comprometer a estrutura de estádios e ginásios. Em regiões sujeitas a secas prolongadas, o solo pode ficar compacto e rachado, afetando a qualidade do piso e aumentando o risco de lesões. Para mitigar esses problemas, gestores de complexos esportivos investem em sistemas de drenagem aprimorados, coberturas retráteis e materiais de superfície inovadores que resistem a condições extremas.
O aumento do nível do mar, fenômeno associado ao aquecimento global, representa uma ameaça específica para esportes praticados em áreas costeiras. Maratonas e corridas de rua realizadas à beira-mar enfrentam riscos de alagamento em áreas urbanas planas, enquanto modalidades náuticas, como vela e remo, precisam lidar com alterações nas correntes e eventuais tempestades mais fortes. Além disso, o branqueamento de corais, causado pelo aquecimento dos oceanos, afeta negativamente trilhas de surf e pontos de mergulho, reduzindo a diversidade marinha e alterando o ambiente onde ocorrem treinos e competições.
Frente a esse cenário, organizações esportivas ao redor do mundo buscam integrar critérios de sustentabilidade em calendários e regulamentos. A criação de arenas cobertas e climatizadas, o uso de energia renovável e a adoção de políticas de redução de carbono são exemplos de iniciativas em curso. Ainda que o desafio seja global, começar pela conscientização de atletas e torcedores pode despertar práticas mais responsáveis, garantindo que o esporte continue a evoluir mesmo sob a pressão das mudanças climáticas.


