
Paciente convive há 30 anos com micetoma eumicótico após ferimento trivial (Foto: Instagram)
Ela adquiriu a infecção fúngica conhecida como Micetoma Eumicótico há 30 anos, em 1996, após uma pequena ferida no membro inferior. Na época, o ferimento parecia trivial e não suscitou maiores preocupações. No entanto, com o passar dos meses, a paciente passou a observar o surgimento de nódulos e pequenas lesões que evoluíram de forma lenta, mas contínua, comprometendo a pele e os tecidos subcutâneos da região afetada.
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Ao longo das três décadas seguintes, os sinais do Micetoma Eumicótico progrediram gradualmente. Inicialmente, havia apenas um leve inchaço e desconforto ao caminhar, mas surgiram trajetos sinusais que exsudam um material granuloso típico desse tipo de micose. A paciente relatou múltiplas consultas médicas sem um diagnóstico definitivo durante os primeiros anos, em função da evolução lenta e do caráter raro dessa condição.
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O Micetoma Eumicótico é uma forma crônica de micose subcutânea causada por fungos, distinguindo-se do micetoma actinomicótico, que tem origem bacteriana. Caracteriza-se pela formação de grumos ou grãos visíveis nas lesões, que podem ser de coloração escura ou clara, dependendo da espécie do fungo envolvido. Entre os gêneros responsáveis estão Madurella, Exophiala e Leptosphaeria, que penetram o organismo via pele comprometida.
Essa condição costuma ocorrer em regiões tropicais e subtropicais, especialmente em áreas rurais onde as pessoas entram em contato direto com o solo e matéria orgânica. A falta de calçados ou o uso de sandálias abertas facilita a inoculação dos fungos. A umidade do solo e as temperaturas elevadas criam um ambiente propício para a sobrevivência desses microrganismos, favorecendo a contaminação por meio de pequenas lesões.
O diagnóstico do Micetoma Eumicótico envolve avaliação clínica, exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada, além de biópsias para estudo histopatológico. A identificação dos grãos fúngicos em cortes de tecido e o isolamento em cultura micológica são fundamentais para confirmar o agente etiológico. Em geral, o tratamento combina antifúngicos sistêmicos – como itraconazol ou posaconazol – com intervenções cirúrgicas para remoção de tecidos comprometidos, exigindo terapia prolongada que pode durar meses ou anos.
O prognóstico depende da detecção precoce e do rigor no acompanhamento médico. Quando diagnosticado tardiamente, o Micetoma Eumicótico pode causar deformidades, limitação funcional e até incapacidade permanente do membro afetado. A conscientização sobre cuidados básicos, uso de calçados adequados e higiene de feridas é essencial para prevenir novos casos e reduzir o impacto dessa micose crônica na qualidade de vida dos pacientes.


