
Policiais federais do RJ acompanham local de operação com veículos incendiados. (Foto: Instagram)
A PF comunicou ao ministro que os arquivos encaminhados eletronicamente via link não estão acessíveis para análise e, por isso, precisam ser entregues em mídia física pela polícia do RJ para que a perícia seja realizada. A informação foi formalizada em relatório enviado ao gabinete do ministro, ressaltando a necessidade de observância dos procedimentos técnicos e de segurança digital antes da abertura dos dispositivos.
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Em documento detalhado, a PF explicou ao ministro que, em muitos casos, links não abrem por incompatibilidade de formatos, criptografia ou falhas de transmissão de dados. Segundo o relatório, só é possível garantir a integridade das evidências quando a Polícia Federal (PF) recebe os dispositivos originais em mãos. Essas mídias físicas são então encaminhadas aos laboratórios forenses, onde equipes especializadas realizam a extração e a análise dos conteúdos digitais.
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No procedimento padrão, a polícia do RJ atua inicialmente na coleta e no lacre das mídias, garantindo a cadeia de custódia até a entrega à PF. Essa cadeia de custódia é fundamental para assegurar que as evidências não sejam adulteradas, perdidas ou corrompidas. Após a recepção dos discos rígidos, cartões de memória, pendrives ou outros suportes, peritos criminais da PF iniciam a análise técnica por meio de softwares forenses certificados.
O trabalho pericial conduzido pela PF envolve diversas etapas, como clonagem bit a bit do dispositivo original, verificação de metadados, recuperação de arquivos deletados e análise de registros de atividade. Esses procedimentos seguem normas internacionais e protocolos internos para a identificação de provas digitais em investigações policiais e processos judiciais. O relatório ao ministro destaca a importância de cada fase para a validade das informações extraídas.
O ministro, por sua vez, acompanha os trâmites administrativos e técnicos apresentados pela PF, requisitando esclarecimentos sempre que necessário. A interlocução entre o gabinete do ministro e a Polícia Federal é permanente, com trocas de ofícios e reuniões técnicas para garantir o cumprimento de prazos e a conformidade legal. Essa colaboração reforça a transparência e a eficiência das investigações.
Nos próximos passos, a PF deve concluir a perícia das mídias físicas remetidas pela polícia do RJ e encaminhar o laudo pericial ao gabinete do ministro. A expectativa é de que, após a entrega do laudo, sejam tomadas decisões com base nas conclusões técnicas, respeitando o rito legal e garantindo o devido processo. A atuação coordenada entre PF, polícia do RJ e ministério demonstra o cuidado com a integridade das provas digitais e o compromisso com a justiça.


