
Relógios de luxo apreendidos em operação que desmantelou quadrilha de golpes digitais (Foto: Instagram)
Em uma operação recente, autoridades identificaram um grupo de suspeitos que se passava por chefes em plataformas de mensagens e redes sociais para solicitar transferências financeiras rápidas a funcionários desavisados. Segundo as investigações, os golpistas criavam perfis falsos com nomes e cargos similares aos originais das empresas, o que tornava difícil para os colaboradores perceberem o golpe antes que o dinheiro fosse transferido. O esquema gerou movimentações atípicas e chamou a atenção dos órgãos de controle e segurança digital.
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Para ludibriar as vítimas, os suspeitos utilizavam táticas de engenharia social e urgência, alegando urgência em pagamentos de fornecedores, regularização de contratos ou quitação de impostos. Em muitos casos, eram criados e-mails e contas em aplicativos de mensagens instantâneas que imitavam com precisão a identidade visual das companhias. Dessa forma, os funcionários acreditavam estar cumprindo ordens de superiores e efetuavam depósitos ou transferências bancárias sem desconfiar da fraude.
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Uma das contas investigadas chegou a movimentar R$ 1,3 milhão somente em poucas semanas, valor que passou por diversas transferências para dificultar seu rastreamento. Essa técnica, conhecida como “layering” no processo de lavagem de dinheiro, consiste em multiplicar transações para esconder a origem dos recursos ilícitos. A partir da data de abertura das investigações, foram analisados extratos bancários, servidores de e-mail e registros de aplicativos de mensagem, confirmando a atuação coordenada dos envolvidos.
Esse tipo de golpe tem ganhado força com o avanço das redes sociais e a popularização de aplicativos corporativos de comunicação, utilizados no dia a dia de empresas de diversos portes. Nos últimos anos, a adoção de ferramentas digitais para transferências financeiras acelerou-se, mas a segurança da informação ainda nem sempre acompanha esse ritmo. Especialistas em cibersegurança alertam que fraudes de identidade e simulações de perfis são as principais vulnerabilidades exploradas por quadrilhas.
Historicamente, golpes envolvendo falsificação de documentos e ordens bancárias existiam desde a difusão das transferências eletrônicas, mas o ambiente online ampliou o alcance e a sofisticação das técnicas. Em paralelo, sistemas de autenticação multifatorial, criptografia de ponta a ponta e treinamento de colaboradores têm se mostrado medidas efetivas para mitigar riscos. No entanto, muitos negócios ainda carecem de políticas rígidas de conferência de instruções financeiras recebidas por meios não oficiais.
Para evitar prejuízos, recomenda-se que as empresas adotem procedimentos de verificação dupla em pagamentos atípicos, confirmando solicitações por canais alternativos, como ligações para números oficiais ou reuniões presenciais. Além disso, investir em ferramentas de monitoramento de transações suspeitas e conscientizar os funcionários sobre a importância de checar remetentes antes de executar qualquer ordem financeira são práticas essenciais. A colaboração entre setor privado, instituições financeiras e agências investigativas é fundamental para bloquear esses esquemas e recuperar valores desviados.


