
Fernando Haddad em encontro estratégico das lideranças do PT (Foto: Instagram)
Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) internamente reconhecem que o avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais de São Paulo tem criado um clima de urgência para convencer Fernando Haddad a aceitar a pré-candidatura ao governo estadual. Em reuniões reservadas, caciques do PT destacam que o salto das intenções de voto de Flávio Bolsonaro pode enfraquecer a base progressista se não houver um nome forte, como o de Fernando Haddad, na disputa pela vaga. Segundo essas lideranças, a presença de Haddad no páreo ajudaria a mobilizar setores da sociedade civil e evitaria dispersão de votos.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Em debates nos diretórios municipais e estaduais, os caciques do PT ressaltam a necessidade de consolidar uma candidatura competitiva em São Paulo. Apesar de existirem outros nomes cotados, como secretários e deputados federais, a sigla segue convencida de que Fernando Haddad reúne maior potencial de transferência de votos e captação de recursos. Além disso, a influência de Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, gera receio de que essa candidatura consolide uma possível polarização ainda mais intensa no maior colégio eleitoral do país.
++ Coreia do Norte condena bebê de 2 anos à prisão perpétua por família ter em casa uma bíblia
Flávio Bolsonaro, deputado estadual, vem experimentando um crescimento gradual mas consistente nas sondagens de intenção de voto em São Paulo, refletindo o fortalecimento da base bolsonarista após a eleição presidencial. Ele é visto como principal articulador da agenda de segurança pública e pauta conservadora no estado, temas que ressoam em segmentos do eleitorado paulista. No entanto, o avanço de Flávio Bolsonaro também motiva adversários a reforçar a estratégia de antifascismo e crítica ao uso de retórica autoritária, argumentando que sua candidatura pode agravar tensões políticas regionais.
Fernando Haddad, que já foi prefeito de São Paulo e candidato a presidente da República em 2018, figura entre os quadros mais articulados do PT para enfrentar o bolsonarismo no estado. Sua trajetória acadêmica como professor universitário e sua experiência à frente da administração municipal são pontuadas pelo partido como ativos essenciais para construir um discurso de renovação da esquerda. Fontes internas revelam que Haddad avalia não apenas a força nas pesquisas, mas também o cenário de alianças políticas, a capilaridade do PT em municípios e a disposição de setores do PSB e do PCdoB em compor uma frente ampla.
Historicamente, o PT conquistou vitórias expressivas em São Paulo, sobretudo nas gestões de Marta Suplicy e na própria administração de Fernando Haddad entre 2013 e 2016. O partido busca retomar esse legado em um momento em que o estado se destaca por ter o maior eleitorado do país, com mais de 32 milhões de pessoas aptas a votar. As candidaturas de figuras como Flávio Bolsonaro e Fernando Haddad trazem à tona as disputas ideológicas que marcaram o Brasil na última década, reacendendo debates sobre políticas públicas, desigualdade social e segurança urbana.
Para os caciques do PT, o prazo para a definição da candidatura deve ocorrer nas próximas semanas, antes do início oficial das convenções partidárias. A direção nacional avalia que uma atitude rápida de Fernando Haddad pode atrair apoios, evitar a proliferação de nomes menos competitivos e criar uma narrativa de enfrentamento direto ao crescimento de Flávio Bolsonaro. A estratégia envolverá reuniões com movimentos sociais, investidas em eventos regionais e lançamento de propostas de governo focadas em educação, infraestrutura e programas sociais, pilares históricos do PT.


