A Dra. Tatiana Sampaio, bióloga da UFRJ, anunciou durante entrevista ao programa Roda Viva que a polilaminina, proteína desenvolvida por ela para recuperar movimentos em pacientes com lesões medulares, será disponibilizada gratuitamente via SUS. O medicamento, que atualmente cumpre a fase 1 de testes clínicos, será produzido em parceria exclusiva com o Laboratório Cristália, com o compromisso de garantir acesso universal a pacientes paraplégicos e tetraplégicos em todo o Brasil.
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Segundo a pesquisadora, o acordo firmado com o Dr. Pacheco, proprietário do laboratório parceiro, prevê que nenhum brasileiro precise pagar pelo tratamento após a homologação final. A bióloga enfatizou que o objetivo da parceria é integrar o medicamento à rede pública de saúde, assegurando que a tecnologia desenvolvida na universidade brasileira beneficie a população de forma ampla e democrática.
Durante a entrevista, a Dra. Tatiana desmistificou o valor da medicação, revelando que o custo de produção estimado é de aproximadamente 100 dólares (cerca de 517 reais). Além disso, a bióloga fez um alerta importante sobre segurança: o laboratório Cristália é o único autorizado a produzir a proteína. Ela reforçou que não possui perfis em redes sociais, alertando pacientes e familiares contra possíveis golpes e perfis falsos que utilizam seu nome.
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Atualmente na fase 1 de testes sob supervisão da Anvisa, a polilaminina ainda precisa cumprir todas as etapas de segurança e eficácia clínica antes de ser liberada para uso geral. A expectativa da comunidade médica é alta, dado o potencial da proteína em devolver sensibilidade e mobilidade a pessoas com deficiências físicas motoras severas.


