Andy van den Hurk confessou falsamente à polícia, em março de 2011, na Holanda, ser o autor do assassinato de sua irmã, Nicole van den Hurk, com o objetivo de forçar a justiça a reabrir o caso e realizar testes de DNA que identificassem o verdadeiro culpado. A estratégia levou à exumação do corpo da jovem e à subsequente prisão do verdadeiro agressor.
Nicole van den Hurk desapareceu aos 15 anos, em outubro de 1995, em Eindhoven, enquanto se dirigia ao trabalho. Seu corpo foi localizado semanas depois em uma área arborizada, com sinais de abuso e golpes de faca. Apesar da mobilização nacional na época, a investigação não resultou em condenações e o processo foi arquivado em 1996 por falta de provas.
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Após 16 anos de impunidade, Andy van den Hurk, que residia no Reino Unido, decidiu assumir a autoria do crime para gerar um fato novo jurídico. Ele se entregou às autoridades britânicas e foi extraditado para a Holanda. Embora tenha sido libertado cinco dias depois por falta de evidências que o ligassem ao homicídio, a manobra foi bem-sucedida em pressionar o Judiciário a autorizar a exumação do corpo de Nicole em setembro de 2011.
A análise forense realizada nos restos mortais identificou material genético de Jos de G, um homem com histórico de crimes. O DNA foi o elemento crucial para que o Ministério Público holandês formalizasse a denúncia em 2014.
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Em 2016, Jos de G foi condenado pelo estupro de Nicole, embora tenha sido absolvido da acusação de homicídio devido à dificuldade técnica de provar a autoria da morte após o longo intervalo de tempo. A sentença de cinco anos de prisão foi ratificada pelo Supremo Tribunal dos Países Baixos em junho de 2020, encerrando o ciclo jurídico iniciado pela confissão estratégica de Andy.


