
Pai, madrasta e avó de garota de 16 anos são presos em Porto Velho (Foto: Instagram)
Pai, madrasta e avó da menina, de 16 anos, foram presos nesta terça-feira (24/2) em Porto Velho. A prisão ocorreu durante cumprimento de mandados expedidos pela Vara Especializada de Proteção à Infância e à Juventude, motivados por uma investigação que envolve a adolescente. Segundo informações divulgadas, as medidas foram adotadas para garantir a segurança da jovem enquanto o processo tramita. As autoridades locais reforçaram que o caso segue em sigilo e que detalhes adicionais serão repassados à Justiça conforme o avanço dos procedimentos.
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O cumprimento dos mandados foi realizado por agentes da Polícia Civil de Rondônia, sob supervisão do delegado responsável pelo caso. Na ação, o pai, a madrasta e a avó da menina, de 16 anos, foram conduzidos até a delegacia e tiveram as identidades confirmadas por meio de documentos oficiais. Após prestação de depoimento inicial, os três foram encaminhados ao sistema prisional aguardando audiência de custódia. A Justiça decretou a prisão preventiva para resguardar a integridade da vítima e garantir a ordem pública.
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O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído pela Lei 8.069/90, prevê diversas medidas de proteção e responsabilização para situações envolvendo menores. Entre as sanções previstas, está a prisão preventiva de responsáveis capazes de colocar em risco a integridade física ou psicológica de crianças e adolescentes. Além disso, o ECA estabelece que casos de suspeita de maus-tratos devem ser imediatamente reportados ao Conselho Tutelar, que pode requisitar investigação policial e apoio psicossocial.
Em contextos de suspeita de violência doméstica contra menores, medidas protetivas de urgência também podem ser solicitadas pelo Ministério Público ou pelo próprio Conselho Tutelar. Essas ações incluem o afastamento do suposto agressor do ambiente familiar e a proibição de contato com a vítima. Nos casos em que os responsáveis legais, como o pai ou a madrasta, são alvos de investigação, a avó ou outros parentes podem ser chamados a prestar depoimento ou assumir cuidados emergenciais até decisão judicial.
A legislação brasileira de proteção à infância passou por diversas atualizações desde a década de 1990, com o objetivo de reforçar mecanismos de defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Em 2000, por exemplo, houve aperfeiçoamento no rol de condutas tipificadas como maus-tratos. Programas de prevenção, como os desenvolvidos por órgãos da sociedade civil e pelo governo federal, buscam orientar famílias e agentes públicos sobre como identificar e reagir a situações de risco.
Em Porto Velho e em todo o estado de Rondônia, os índices de denúncias de violência contra menores têm chamado atenção para a necessidade de políticas públicas mais eficazes. Autoridades locais reforçam campanhas de conscientização e treinamento de equipes do Conselho Tutelar para agir rapidamente. O caso envolvendo o pai, a madrasta e a avó da menina, de 16 anos, ilustra a importância da coordenação entre sistemas de proteção, Judiciário e forças de segurança para garantir o cumprimento da lei e a segurança dos menores.


