
Representantes do governo apresentam resultados do Saresp em Matemática (Foto: Instagram)
A divulgação dos resultados obtidos pelos alunos em Matemática no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) trouxe um alento para a gestão. Nos bastidores, o governo diz que há estabilidade em indicador, sinalizando que as medidas adotadas nas redes de ensino têm mantido o desempenho dos estudantes em patamares consistentes. Especialistas ressaltam que manter um nível regular de proficiência em matemática já pode ser considerado um avanço, dadas as dificuldades históricas enfrentadas nessa área do conhecimento.
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O Saresp é aplicado anualmente pelo órgão responsável pela educação do Estado de São Paulo e avalia competências em diferentes disciplinas, incluindo Língua Portuguesa, Ciências e Matemática. A prova busca medir o quanto os alunos do quarto e oitavo anos do ensino fundamental e do terceiro ano do ensino médio dominam conceitos e práticas estabelecidos na base curricular. Desde sua criação, o exame também fornece subsídios para formulação de políticas públicas e ajustes nas estratégias de ensino, gerando indicadores que permitem acompanhar, ao longo dos anos, a evolução do aprendizado.
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De acordo com a análise dos dados do Saresp, a média de acertos em Matemática se estabilizou em torno de 50% a 60% dos itens avaliados, faixa considerada mediana quando comparada a anos anteriores. Embora não tenha havido salto expressivo nos índices, a manutenção desse patamar é vista com cautela, visto que diversos fatores podem interferir no resultado, como defasagem escolar, carga horária e eventuais mudanças no conteúdo programático. Para o governo, evitar quedas significativas já demonstra que as políticas de reforço e capacitação de professores estão surtindo efeito.
Até o momento, o governo não falou em revisão imediata do formato da prova nem em alterações drásticas no currículo de matemática. A estratégia, segundo fontes ligadas à gestão, é fortalecer ações de formação continuada para professores e ampliar o uso de tecnologias educacionais em sala de aula. Investimentos em plataformas de ensino digital, materiais didáticos específicos e acompanhamento pedagógico de alunos com maior dificuldade estão entre as prioridades definidas para os próximos meses.
Técnicos da área de avaliação educacional afirmam que a estabilidade nos indicadores, embora positiva, não significa que não haja espaço para melhoria. A recomendação é que as redes de ensino adotem diagnósticos periódicos em nível de escola e turma, permitindo intervenções mais rápidas e focalizadas. Além disso, a inserção de práticas de resolução de problemas e projetos interdisciplinares pode contribuir para tornar o ensino de matemática mais atraente e contextualizado, reduzindo a evasão e elevando o engajamento dos estudantes.
A expectativa agora é que os resultados do Saresp em disciplinas como Língua Portuguesa e Ciências também demonstrem cenários semelhantes de estabilidade ou avanço. Para a gestão, o principal desafio é manter o ritmo de investimentos e atenção ao processo de ensino-aprendizagem, assegurando que o índice de proficiência em Matemática continue a evoluir de maneira gradual, mas consistente, nos próximos ciclos de avaliação.


