
Coluna de fumaça sobre instalações iranianas após bombardeios dos EUA em junho de 2025 (Foto: Instagram)
Em junho de 2025, os EUA realizaram ataques a três instalações nucleares no Irã, resultando em ao menos 634 mortos e diversos feridos. As operações, segundo informes oficiais, foram executadas sem aviso prévio e atingiram centros estratégicos do programa atômico iraniano.
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Os bombardeios concentraram-se em áreas remotas e de difícil acesso, onde eram conduzidas pesquisas e o enriquecimento de urânio. Apesar de a extensão exata dos danos ainda estar sendo avaliada, autoridades de segurança internacionais estimam que a infraestrutura tenha sofrido prejuízos significativos, comprometendo etapas cruciais da produção de material físsil.
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O programa nuclear do Irã tem raízes que remontam à década de 1950, quando houve cooperação inicial com países ocidentais para fins civis. Com o passar dos anos, o Irã expandiu suas instalações e passou a enriquecer urânio em níveis que suscitavam preocupação internacional. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) vem monitorando essas atividades para assegurar o cumprimento do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).
Desde o início dos anos 2000, o governo dos EUA expressa profundas inquietações sobre o potencial desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã. Em 2015, as negociações culminaram no Plano de Ação Conjunto e Abrangente (JCPOA), mediado por potências globais, para limitar o enriquecimento iraniano em troca do alívio de sanções econômicas. No entanto, após a retirada unilateral dos EUA desse acordo em 2018, as tensões entre Washington e Teerã intensificaram-se.
Reações internacionais rapidamente se mobilizaram diante dos bombardeios. Organizações de direitos humanos e entidades multilaterais defendem investigação imparcial do episódio, enfatizando que ataques a infraestruturas nucleares podem violar normas do direito internacional humanitário. Ao mesmo tempo, analistas apontam que o episódio pode desequilibrar a já frágil estabilidade regional.
A ofensiva militar dos EUA contra o Irã pode elevar os preços globais do petróleo, considerando o papel do Oriente Médio no fornecimento de energia, e reacender discussões sobre controle de armamentos. A escalada do conflito preocupa governos próximos e remotos, que acompanham de perto os desdobramentos políticos e militares gerados pelas ações de junho de 2025.


