
Jovem detido por usar simulacro e farda de força pública em redes sociais (Foto: Instagram)
Um jovem foi detido após publicar nas redes sociais diversas fotografias fardado e portando um simulacro, objeto que reproduz externamente uma arma de fogo de uso restrito. A ação policial resultou no enquadramento por uso indevido de uniforme e distintivo público, infração prevista na legislação brasileira que impede que particulares utilizem equipamentos e peças de representação oficial sem autorização. A ocorrência chamou a atenção das autoridades para a proliferação desse tipo de conduta nas redes.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
A partir do momento em que passou a exibir o simulacro vestindo a farda, o jovem infringiu dispositivos legais que regulamentam o uso de peças que simbolizam poder ou autoridade pública. O simulacro, por definição, é um objeto inofensivo que imita uma arma, mas seu emprego em fotografias pode induzir terceiros a acreditar na real legitimidade do porte, o que agrava a situação. A Polícia Civil tomou conhecimento do fato após denúncias de vizinhos e internautas.
++ Coreia do Norte condena bebê de 2 anos à prisão perpétua por família ter em casa uma bíblia
A legislação brasileira proíbe expressamente que civis utilizem uniformes, insignias ou distintivos de força pública sem autorização, conforme previsto na Lei nº 6.454/77 e em dispositivos do Código Penal. O uso indevido de uniformes e insígnias configura crime de usurpação de função pública, com pena que pode variar de multa a reclusão de seis meses a dois anos. Além disso, o artigo 297 do Código Penal prevê penas para quem falsifica, recicla ou altera símbolos oficiais.
Historicamente, casos de pessoas que se vestem com fardas ou portam distintivos falsos têm gerado preocupação nas corporações de segurança. Impersonar agentes do poder público pode levar a abordagens indevidas, extorsões ou até perseguições, colocando em risco a segurança da população e a credibilidade das instituições. As forças de segurança têm intensificado campanhas de conscientização para alertar a sociedade sobre os riscos de se utilizar uniformes sem a devida autorização.
A prisão do jovem demonstra a vigilância das autoridades em coibir atos que possam macular a imagem de órgãos públicos e gerar insegurança. Após a detenção, o simulacro foi apreendido e o uniforme devidamente recolhido como prova. O infrator foi conduzido à delegacia e responderá em liberdade ao processo criminal. Caso seja condenado, poderá arcar com multa e até suspensão de direitos.
Especialistas em segurança pública recomendam que, ao identificar alguém vestindo-se de forma suspeita, a população deve acionar imediatamente a polícia e não tentar intervir por conta própria. Manter o respeito às normas que regem o uso de símbolos oficiais é fundamental para preservar a confiança entre cidadãos e instituições. O episódio serve de alerta para que as leis que proíbem o uso indevido de uniforme e distintivo público sejam respeitadas por todos.


